HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2020
Apesar de a etiopatogenia de AR (Artrite Reumatoide) ainda não ser inteiramente conhecida, muito se avançou no tema nos últimos anos. Podemos APENAS aceitar que:
AR: doença autoimune sistêmica com forte componente genético, sendo HLA-DRB1 o principal fator.
A Artrite Reumatoide é uma doença autoimune complexa com uma forte predisposição genética, sendo o sistema HLA (especialmente alelos de HLA-DRB1) o principal fator genético. Embora haja fatores ambientais envolvidos, a concordância em gêmeos monozigóticos e a agregação familiar apontam para uma base genética significativa.
A Artrite Reumatoide (AR) é uma doença autoimune inflamatória crônica e sistêmica, que afeta predominantemente as articulações sinoviais, levando à dor, inchaço, rigidez e, se não tratada, à destruição articular e incapacidade funcional. Além das manifestações articulares, a AR pode apresentar diversas manifestações extra-articulares, impactando múltiplos órgãos e sistemas. A compreensão de sua etiopatogenia é fundamental para o desenvolvimento de terapias eficazes e para a prática clínica. A etiopatogenia da AR é multifatorial, envolvendo uma complexa interação entre fatores genéticos e ambientais. Entre os fatores genéticos, o sistema do Antígeno Leucocitário Humano (HLA) desempenha um papel central, com os alelos de HLA-DRB1 (especialmente aqueles que codificam o "epitopo compartilhado") sendo os mais fortemente associados ao risco e à gravidade da doença. Fatores ambientais como tabagismo e infecções (ex: Porphyromonas gingivalis) também contribuem, desencadeando a autoimunidade em indivíduos geneticamente predispostos. A doença é caracterizada por uma resposta imune desregulada que leva à inflamação crônica da membrana sinovial (sinovite), proliferação celular e produção de citocinas pró-inflamatórias. O diagnóstico baseia-se em critérios clínicos, laboratoriais (fator reumatoide, anti-CCP) e de imagem. O tratamento visa controlar a inflamação, prevenir a progressão da doença e preservar a função articular, utilizando medicamentos modificadores da doença (DMARDs), incluindo agentes biológicos e sintéticos.
A AR é uma doença autoimune inflamatória crônica e sistêmica, caracterizada por sinovite periférica simétrica, erosiva, que leva à destruição articular e deformidades, além de manifestações extra-articulares.
O Antígeno Leucocitário Humano (HLA), especialmente os alelos de HLA-DRB1 que codificam o "epitopo compartilhado", é o principal fator genético associado à AR, influenciando a apresentação de antígenos e a resposta imune.
As manifestações extra-articulares incluem nódulos reumatoides, vasculite, pleurite, pericardite, síndrome de Sjögren, esclerite, anemia e síndrome de Felty, indicando o caráter sistêmico da doença.
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