Artrite Reumatoide: Diagnóstico e Manifestações Clínicas

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2016

Enunciado

Uma mulher com 48 anos de idade chega ao Centro de Saúde com história de dor e edema nas articulações interfalangeanas proximais do 3° e 4° dedos, metacarpofalangeanas, metatarsofalangeanas e nos pulsos, de comprometimento simétrico, com cerca de 3 meses de evolução e melhora parcial com uso de ibuprofeno de forma irregular. A paciente relata rigidez matinal, com duração de 1 hora e 30 minutos, e que vem evoluindo há aproximadamente 6 meses com fraqueza, mialgia, hiporexia, emagrecimento, bem como tosse seca e dispneia aos grandes esforços. Nega febre e outros sintomas. Ao exame clínico, a paciente encontra-se hipocorada (+/4+), em bom estado geral; linfonodos cervicais anetriores com cerca de 1,0 cm livres, de consistência fibroelástica, sem sinais flogísticos. Observam-se edema, dor, calor e limitação de movimento das articulações descritas; ausência de deformidades articulares; limitação discreta de movimento das articulações descritas; dolorimento e crepitações nas articulações temporomandibulares; crepitações finas discretas, holoinspiratórias, em ambos os hemitoraces. Nos demais aspectos do exame clínico não se observam alterações significativas. Com base no quadro clínico descrito, é correto afirmar que

Alternativas

  1. A) A ausência de deformidades, como desvio ulnar do carpo, deformidade em botoeira, mãos em dorso de camelo, dedos em martelo, torna improvável o diagnóstico de artrite reumatoide.
  2. B) o comprometimento de várias articulações pequenas associado ao provável envolvimento de articulações temporomandibulares, inclui-se entre os critérios diagnósticos de atrite reumatoide.
  3. C) A presença de fraqueza, mialgia, hiporexia e emagrecimento e o relato de tosse seca e dispneia iniciados antes do quadro articular são evidências contra a artrite reumatoide como etiologia dos sintomas articulares.
  4. D) No controle da dor e do processo inflamatório articular, os anti-inflamatórios não hormonais, como o ibuprofeno, são considerados como Drogas Modificadoras do Curso Clínico da Doença (DMCD) na artrite reumatoide.

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