SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Um homem de 55 anos apresenta dor e rigidez nas articulações das mãos e pés, com piora matinal. No exame físico, há inchaço nas articulações metacarpofalângicas, metatarsofalângicas e joelhos, com deformidades nas mãos em "padrão de cisne" e "botonê". Relata fadiga e perda de peso recente. Exames laboratoriais mostram Fator Reumatoide (FR) positivo, Anti-CCP positivo, VHS elevado e radiografia das mãos com erosões marginais e diminuição do espaço articular. Considerando esses achados, qual é o diagnóstico mais provável?
AR: rigidez matinal >30min, poliartrite simétrica, FR/Anti-CCP+, erosões marginais, deformidades clássicas.
A Artrite Reumatoide é uma doença inflamatória crônica autoimune que afeta principalmente as articulações sinoviais, levando a dor, inchaço, rigidez matinal prolongada e, se não tratada, a deformidades articulares e destruição óssea. O diagnóstico é clínico, laboratorial e radiográfico.
A Artrite Reumatoide (AR) é uma doença inflamatória crônica autoimune que afeta aproximadamente 0,5% a 1% da população adulta mundial, sendo mais comum em mulheres. Caracteriza-se por uma sinovite persistente, simétrica, que leva à destruição da cartilagem e do osso, resultando em dor, deformidade e perda funcional. É uma das principais causas de incapacidade física em adultos e seu reconhecimento precoce é fundamental para um manejo eficaz. A fisiopatologia da AR envolve uma complexa interação entre fatores genéticos e ambientais, culminando em uma resposta imune desregulada que ataca as articulações. O diagnóstico é baseado em critérios clínicos (rigidez matinal >30min, artrite em ≥3 articulações, artrite de mãos/pés, simetria), laboratoriais (FR e Anti-CCP positivos, VHS/PCR elevados) e radiográficos (erosões e estreitamento do espaço articular). A suspeita deve surgir em pacientes com poliartrite inflamatória de pequenas e grandes articulações, especialmente com rigidez matinal prolongada. O tratamento da AR visa controlar a inflamação, aliviar a dor, prevenir a destruição articular e preservar a função. Inclui anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) para alívio sintomático, glicocorticoides para controle agudo da inflamação e, principalmente, drogas modificadoras do curso da doença (DMCDs), como metotrexato, sulfassalazina, leflunomida e hidroxicloroquina. Em casos refratários, DMCDs biológicas e inibidores de JAK são utilizados. O prognóstico melhorou significativamente com o tratamento precoce e agressivo, mas a monitorização contínua é essencial.
Os principais sinais incluem dor e rigidez matinal prolongada (>30 minutos), inchaço e sensibilidade em múltiplas articulações (mãos, pés, joelhos), fadiga e perda de peso. Deformidades como "pescoço de cisne" e "boutonnière" são características tardias.
Fator Reumatoide (FR) e anticorpos anti-peptídeo citrulinado cíclico (Anti-CCP) são os marcadores sorológicos mais importantes. VHS e PCR elevados indicam atividade inflamatória.
A radiografia pode mostrar sinais precoces como edema de partes moles e osteopenia justa-articular, e sinais tardios como erosões marginais, diminuição do espaço articular e anquilose, que são cruciais para avaliar a progressão da doença.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo