HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2025
Um paciente de 52 anos, previamente saudável, apresenta dor nas articulações das mãos e dos joelhos, acompanhada de rigidez matinal que dura cerca de uma hora. Ao exame físico, observa-se edema e sensibilidade nas articulações metacarpofalângicas e interfalângicas proximais. Exames laboratoriais mostram fator reumatoide positivo, anticorpo anti-CCP positivo e aumento da proteína C-reativa (PCR). A radiografia das mãos revela erosões ósseas.De acordo com as diretrizes atuais, qual deve ser a conduta inicial adequada para este paciente com diagnóstico de artrite reumatoide de alto risco?
AR alto risco: iniciar metotrexato + biológico (inibidor de TNF) para controle rápido da doença.
Em pacientes com artrite reumatoide de alto risco, caracterizada por marcadores de atividade inflamatória elevados (PCR), autoanticorpos positivos (FR, anti-CCP) e evidência de dano estrutural (erosões ósseas), a estratégia terapêutica inicial deve ser agressiva. A combinação de um DMARD sintético convencional (como metotrexato) com um DMARD biológico (como um inibidor de TNF) visa alcançar o controle rápido da doença e prevenir a progressão do dano articular.
A artrite reumatoide (AR) é uma doença inflamatória crônica autoimune que afeta predominantemente as articulações sinoviais, levando a dor, inchaço, rigidez e, se não tratada, à destruição articular e incapacidade funcional. Sua prevalência é de cerca de 0,5% a 1% da população adulta, sendo mais comum em mulheres. O diagnóstico precoce e o tratamento agressivo são cruciais para prevenir danos irreversíveis e melhorar o prognóstico. A fisiopatologia da AR envolve uma complexa interação de fatores genéticos e ambientais que levam à ativação do sistema imune, resultando em inflamação sinovial e destruição da cartilagem e do osso. O caso apresentado, com dor e rigidez matinal, edema em articulações metacarpofalângicas e interfalângicas proximais, fator reumatoide e anti-CCP positivos, PCR elevada e erosões ósseas, é altamente sugestivo de AR de alto risco. A presença de erosões precoces e autoanticorpos positivos indica um prognóstico mais grave e maior risco de progressão da doença. As diretrizes atuais para o tratamento da AR de alto risco preconizam uma abordagem 'treat-to-target', com o objetivo de alcançar a remissão ou baixa atividade da doença o mais rápido possível. Nesses casos, a combinação de um DMARD sintético convencional, como o metotrexato, com um DMARD biológico, como um inibidor de TNF, é a conduta inicial mais adequada. Essa terapia combinada demonstrou ser superior à monoterapia na redução da atividade da doença e na prevenção do dano estrutural, otimizando os resultados a longo prazo para o paciente.
Pacientes com artrite reumatoide são considerados de alto risco se apresentarem alta atividade da doença, presença de autoanticorpos (fator reumatoide e/ou anti-CCP) em títulos elevados, evidência de erosões ósseas precoces, falha a tratamentos anteriores ou comorbidades significativas.
A combinação de metotrexato com um biológico, como um inibidor de TNF, é indicada para AR de alto risco para induzir uma remissão mais rápida e profunda, prevenir a progressão do dano articular e melhorar a qualidade de vida. O metotrexato potencializa a ação dos biológicos e reduz a imunogenicidade.
Os principais marcadores laboratoriais incluem o fator reumatoide (FR) e o anticorpo anti-peptídeo citrulinado cíclico (anti-CCP), que são importantes para o diagnóstico e prognóstico. A proteína C-reativa (PCR) e a velocidade de hemossedimentação (VHS) indicam atividade inflamatória. Radiografias das mãos e pés podem revelar erosões ósseas e estreitamento do espaço articular.
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