HSJ - Hospital São Julião (MS) — Prova 2015
Mulher de 32 anos apresenta-se em consulta ambulatorial com artrite simétrica das interfalagianas proximais, rigidez articular matinal maior que uma hora e positividade para o anticorpo anti- CCP. Na consulta ela pergunta sobre o possível acometimento da coluna vertebral, o qual, nessa doença, costuma ser mais frequente na coluna:
Artrite Reumatoide → Acometimento vertebral mais comum é cervical (C1-C2), risco de instabilidade atlantoaxial.
A artrite reumatoide classicamente afeta as articulações sinoviais, e na coluna vertebral, a região cervical é a mais frequentemente envolvida, especialmente as articulações atlantoaxiais (C1-C2), podendo levar à subluxação e mielopatia.
A artrite reumatoide (AR) é uma doença inflamatória crônica autoimune que afeta predominantemente as articulações sinoviais periféricas, mas pode ter manifestações extra-articulares e acometer o esqueleto axial. A prevalência da AR é de cerca de 0,5% a 1% da população adulta, sendo mais comum em mulheres. O reconhecimento do padrão de acometimento é crucial para o diagnóstico e manejo adequado. Na coluna vertebral, a AR tem uma predileção marcante pela região cervical, especialmente as articulações atlantoaxiais (C1-C2) e as articulações apofisárias. Isso se deve à natureza sinovial dessas articulações, que são alvos da inflamação. O acometimento pode levar à erosão óssea, laxidez ligamentar e, consequentemente, à instabilidade atlantoaxial, com risco de subluxação e compressão medular. O tratamento visa controlar a inflamação e prevenir danos estruturais. Em casos de instabilidade cervical significativa ou mielopatia, a intervenção cirúrgica pode ser necessária para estabilização. O monitoramento regular com exames de imagem e avaliação neurológica é fundamental para identificar precocemente complicações e evitar desfechos graves.
Sinais incluem dor cervical, rigidez, crepitação, e em casos avançados, sintomas neurológicos como parestesias, fraqueza e disfunção esfincteriana devido à mielopatia.
A coluna cervical possui articulações sinoviais (atlantoaxial, apofisárias) que são alvos da inflamação autoimune na AR, diferentemente das articulações intervertebrais lombares e dorsais, que são principalmente discos.
A complicação mais grave é a instabilidade atlantoaxial, que pode levar à subluxação e compressão medular, resultando em mielopatia cervical e risco de tetraplegia ou morte súbita.
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