UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2020
Mulher, 38 anos, com queixa de poliartrite bilateral e simétrica de mãos, punhos e joelhos há 2 meses. Emagrecimento de 8 kg. Apresentou, também, dor e vermelhidão em olho direito, sendo diagnosticada com esclerite. Ao exame laboratorial, apresentou VHS 96 mm na primeira hora e PCR 26 mg/L. Qual o diagnóstico mais provável?
Poliartrite simétrica + esclerite + marcadores inflamatórios ↑ → Artrite Reumatoide.
A artrite reumatoide é uma doença inflamatória crônica que tipicamente causa poliartrite simétrica de pequenas e grandes articulações, como mãos, punhos e joelhos. Manifestações extra-articulares, como a esclerite, são comuns e a elevação de marcadores inflamatórios como VHS e PCR reforça a suspeita.
A artrite reumatoide (AR) é uma doença inflamatória crônica autoimune que afeta predominantemente as articulações, levando à dor, inchaço, rigidez e, eventualmente, destruição articular. É mais comum em mulheres e sua prevalência aumenta com a idade. O reconhecimento precoce é crucial para iniciar o tratamento e prevenir danos articulares irreversíveis, impactando significativamente a qualidade de vida do paciente. O diagnóstico da AR baseia-se em critérios clínicos, laboratoriais e de imagem. A apresentação típica inclui poliartrite simétrica de pequenas articulações (metacarpofalangeanas, interfalangeanas proximais) e grandes articulações, com rigidez matinal prolongada (>30 minutos). Manifestações sistêmicas como fadiga, emagrecimento e febre baixa são comuns. A presença de esclerite, como no caso, é uma manifestação extra-articular ocular que reforça a suspeita de AR, especialmente em um contexto de inflamação sistêmica (VHS e PCR elevados). O tratamento da AR visa controlar a inflamação, aliviar a dor, prevenir a destruição articular e melhorar a função. Inclui anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), glicocorticoides e, principalmente, drogas modificadoras do curso da doença (DMCDs), como metotrexato, leflunomida e agentes biológicos. O acompanhamento regular e a adaptação terapêutica são essenciais para otimizar os resultados e manejar as complicações.
A artrite reumatoide se manifesta classicamente com poliartrite simétrica, principalmente em pequenas articulações das mãos e pés, com rigidez matinal prolongada.
Além das articulações, a AR pode afetar olhos (esclerite, epiesclerite), pele (nódulos reumatoides), pulmões (fibrose, derrame pleural), coração e vasos sanguíneos.
A diferenciação envolve a análise do padrão articular (simétrico), presença de rigidez matinal, marcadores inflamatórios (VHS, PCR) e autoanticorpos (FR, anti-CCP), além de manifestações extra-articulares.
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