SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
Leia o caso a seguir: Paciente do sexo masculino, 55 anos, com diagnóstico de artrite reumatoide há 5 anos, faz uso de metotrexato e leflunomida, mas continua apresentando atividade de doença moderada a alta, com dores articulares e elevação dos marcadores inflamatórios. Qual é a conduta terapêutica adequada para esse paciente?
Falha em DMARDs sintéticos (MTX/LEF) → Associar Biológico (Anti-TNF) ao Metotrexato.
Em pacientes com Artrite Reumatoide com atividade moderada a alta apesar do uso de DMARDs sintéticos, a conduta recomendada é a introdução de um agente biológico, preferencialmente mantendo o Metotrexato em associação.
O tratamento da Artrite Reumatoide segue a estratégia 'Treat-to-Target' (T2T), visando a remissão ou baixa atividade de doença. O Metotrexato é a 'âncora' do tratamento. A falha terapêutica é definida pela persistência de sinovite e marcadores inflamatórios elevados. A transição para biológicos representa um marco no controle da doença, prevenindo incapacidade funcional. A escolha do biológico (Anti-TNF, anti-IL6, etc.) depende de comorbidades, preferência do paciente e custo-efetividade.
Quando um paciente com Artrite Reumatoide (AR) mantém atividade de doença moderada a alta (avaliada por índices como DAS28, CDAI ou SDAI) após o uso otimizado de DMARDs sintéticos convencionais (como Metotrexato, Leflunomida ou Sulfassalazina) por pelo menos 3 a 6 meses, a recomendação das diretrizes (SBR, ACR, EULAR) é a introdução de um DMARD biológico (como inibidores de TNF-alfa, inibidores de IL-6, ou bloqueadores de coestimulação de células T) ou um DMARD sintético alvo-específico (inibidores de JAK). O Metotrexato deve ser mantido como base da terapia, se tolerado, devido ao sinergismo e redução da imunogenicidade do biológico.
O Golimumabe é um anticorpo monoclonal humano que atua como um inibidor do Fator de Necrose Tumoral alfa (TNF-alfa). O TNF-alfa é uma citocina pró-inflamatória central na patogênese da Artrite Reumatoide, promovendo a inflamação sinovial e a destruição óssea. O Golimumabe liga-se tanto às formas solúveis quanto às transmembranares do TNF-alfa, neutralizando sua atividade biológica. É administrado por via subcutânea mensalmente e demonstrou eficácia significativa na redução dos sinais e sintomas da AR, além de inibir a progressão do dano estrutural radiográfico.
Antes de iniciar qualquer terapia com inibidores de TNF-alfa, é obrigatório o rastreio de infecções latentes e ativas. O rastreio para Tuberculose Latente (com PPD ou IGRA e Raio-X de tórax) é crucial, pois os Anti-TNF aumentam drasticamente o risco de reativação. Também deve-se avaliar sorologias para Hepatite B, C e HIV. Contraindicações absolutas incluem Insuficiência Cardíaca congestiva classe funcional III ou IV (NYHA), doenças desmielinizantes (como Esclerose Múltipla), infecções graves ativas e neoplasias malignas atuais ou recentes. As vacinas de vírus vivo devem ser atualizadas antes do início do tratamento.
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