UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2015
Artrite reumatoide é a segunda forma mais comum de artrite crônica e afeta aproximadamente 1% da população adulta mundial. Reduz a sobrevida dos pacientes e compromete de modo importante a qualidade de vida da maioria dos pacientes afetados. É uma doença inflamatória de etiologia desconhecida, e a maioria dos pacientes tem manifestações sistêmicas como fadiga, febre baixa, anemia e elevação de reagentes de fase aguda. Apesar destes aspectos sistêmicos, seu alvo principal é:
AR → inflamação crônica da membrana sinovial, formando pannus e destruindo cartilagem/osso.
A artrite reumatoide é uma doença autoimune sistêmica, mas seu principal alvo patológico é a membrana sinovial. A inflamação sinovial leva à formação do pannus, que invade e destrói a cartilagem e o osso subjacente, resultando em deformidades articulares e perda de função.
A Artrite Reumatoide (AR) é uma doença inflamatória crônica autoimune que afeta aproximadamente 1% da população adulta, sendo a segunda forma mais comum de artrite crônica. Caracteriza-se por uma inflamação sistêmica que, embora possa apresentar manifestações extra-articulares como fadiga, febre baixa e anemia, tem seu principal alvo patológico nas articulações sinoviais. A compreensão da AR é crucial para o diagnóstico precoce e manejo adequado, visando preservar a função articular e melhorar a qualidade de vida. A fisiopatologia da AR envolve a ativação de células imunes que migram para a membrana sinovial, causando sinovite. Essa inflamação crônica leva à proliferação das células sinoviais, formando um tecido invasivo conhecido como pannus. O pannus libera enzimas proteolíticas e citocinas que degradam a cartilagem articular e o osso subcondral, resultando em erosões ósseas, destruição da cartilagem e, consequentemente, deformidades articulares e perda da função. O diagnóstico é baseado em critérios clínicos, laboratoriais (fator reumatoide, anti-CCP, VHS, PCR) e de imagem. O tratamento da AR visa controlar a inflamação, aliviar a dor, prevenir a destruição articular e melhorar a função. Inclui medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), glicocorticoides, e principalmente, drogas modificadoras do curso da doença (DMCDs), como metotrexato, leflunomida e agentes biológicos. O manejo precoce e agressivo com DMCDs é fundamental para alterar o curso da doença e evitar danos articulares irreversíveis, sendo um ponto chave na prática clínica e em provas de residência.
A AR se manifesta com dor e rigidez matinal em múltiplas articulações (poliartrite), simétrica, principalmente em mãos e pés. Pode haver fadiga, febre baixa e perda de peso.
A inflamação crônica da sinóvia forma o pannus, um tecido granulomatoso que invade e destrói a cartilagem articular e o osso subcondral, levando a erosões e deformidades.
Além das articulações, a AR pode afetar outros órgãos, causando nódulos reumatoides, vasculite, pleurite, pericardite, síndrome de Sjögren e anemia de doença crônica.
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