UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2025
Homem, 28 anos, procura a ESF apresentando quadro de astenia, fadiga, mal-estar, além de uretrite com secreção purulenta em pequena quantidade, evoluiu com conjuntivite e artralgia com sinais inflamatórios em joelho direito. Há cerca de 20 dias apresentou episódio de diarreia.
Artrite reativa = tríade uretrite + conjuntivite + artrite, após infecção GI/GU.
A artrite reativa é uma espondiloartropatia soronegativa que se manifesta após infecções gastrointestinais (ex: Salmonella, Shigella, Campylobacter) ou geniturinárias (ex: Chlamydia trachomatis). A tríade clássica de uretrite, conjuntivite e artrite é um forte indicativo, especialmente em pacientes jovens.
A artrite reativa, anteriormente conhecida como Síndrome de Reiter, é uma espondiloartropatia soronegativa que representa uma resposta imunológica desregulada a uma infecção em outro local do corpo. Afeta predominantemente adultos jovens, com maior prevalência em homens, e é clinicamente importante devido à sua apresentação multissistêmica e ao potencial de cronicidade em alguns casos. A compreensão de sua etiologia e manifestações é crucial para o diagnóstico precoce e manejo adequado. A fisiopatologia envolve uma interação complexa entre fatores genéticos (especialmente a presença do HLA-B27) e infecções bacterianas específicas, como Chlamydia trachomatis (geniturinária) ou Salmonella, Shigella, Campylobacter e Yersinia (gastrointestinais). O diagnóstico é clínico, baseado na tríade clássica de uretrite, conjuntivite e artrite, que geralmente se manifesta semanas após a infecção inicial. A suspeita deve ser alta em pacientes com artrite assimétrica de grandes articulações, especialmente joelhos e tornozelos, acompanhada de sintomas extra-articulares. O tratamento da artrite reativa visa aliviar os sintomas e tratar a infecção desencadeante, se ainda presente. Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) são a primeira linha para a artrite. Em casos mais graves ou persistentes, podem ser utilizados corticosteroides, sulfassalazina ou metotrexato. O prognóstico é variável, com a maioria dos pacientes apresentando remissão completa, mas uma parcela pode desenvolver doença crônica ou recorrente, exigindo acompanhamento reumatológico.
A artrite reativa é caracterizada pela tríade de uretrite, conjuntivite e artrite (geralmente oligoarticular e assimétrica), que surge após uma infecção gastrointestinal ou geniturinária.
As causas mais comuns são infecções bacterianas gastrointestinais (como Salmonella, Shigella, Campylobacter, Yersinia) ou geniturinárias (principalmente Chlamydia trachomatis).
A história de infecção prévia, a presença da tríade clássica e a ausência de fator reumatoide e anticorpos antinucleares ajudam a diferenciá-la de artrite reumatoide ou lúpus. A ausência de infecção articular direta a distingue da artrite séptica.
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