Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2022
Inexistem instrumentos de avaliação de atividade de doença e comprometimento funcional que sejam específicos para a Artrite Reativa (ARe). Sendo CORRETO o item:
Na Artrite Reativa, VHS e PCR são úteis para avaliar atividade inflamatória inicial e monitorar a doença, apesar da falta de instrumentos específicos.
Embora não existam instrumentos de avaliação de atividade de doença específicos para a Artrite Reativa, marcadores inflamatórios inespecíficos como a Velocidade de Hemossedimentação (VHS) e a Proteína C Reativa (PCR) são valiosos. Eles auxiliam tanto na avaliação da atividade inflamatória inicial quanto no monitoramento da resposta ao tratamento e da evolução da doença.
A Artrite Reativa (ARe) é uma doença inflamatória sistêmica que se manifesta como uma espondiloartrite, desencadeada por uma infecção prévia, geralmente gastrointestinal (ex: Salmonella, Shigella, Yersinia, Campylobacter) ou geniturinária (ex: Chlamydia trachomatis). Embora não existam instrumentos de avaliação de atividade de doença e comprometimento funcional que sejam específicos e validados exclusivamente para a ARe, a avaliação clínica e laboratorial é fundamental para o diagnóstico e manejo. A doença afeta predominantemente adultos jovens, com uma prevalência maior em indivíduos HLA-B27 positivos. A fisiopatologia envolve uma resposta imune desregulada à infecção, que leva à inflamação em locais estéreis como as articulações. O diagnóstico é clínico, baseado na história de infecção prévia e nas manifestações articulares e extra-articulares. A avaliação da Velocidade de Hemossedimentação (VHS) e a dosagem da Proteína C Reativa (PCR) são marcadores inflamatórios inespecíficos, mas extremamente úteis. Eles refletem a atividade inflamatória sistêmica e são valiosos tanto na avaliação inicial para confirmar a presença de inflamação quanto no monitoramento da resposta ao tratamento e da evolução da doença. O tratamento da Artrite Reativa visa controlar a inflamação e aliviar os sintomas. Inclui anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) como primeira linha, corticosteroides em casos mais graves e, ocasionalmente, drogas modificadoras do curso da doença (DMCDs) como sulfassalazina ou metotrexato para casos crônicos ou refratários. O monitoramento da atividade da doença, utilizando a clínica e os marcadores inflamatórios como VHS e PCR, permite ajustar a terapia e prevenir danos articulares a longo prazo. O prognóstico é variável, com muitos pacientes apresentando remissão completa, enquanto outros podem desenvolver doença crônica ou recorrente.
A Artrite Reativa (ARe) é uma espondiloartrite que ocorre após uma infecção, geralmente gastrointestinal ou geniturinária, em indivíduos geneticamente predispostos. Suas manifestações incluem artrite assimétrica de grandes articulações, entesite, dactilite e, ocasionalmente, manifestações extra-articulares como conjuntivite e uretrite.
A VHS e a PCR são marcadores de fase aguda que refletem a presença e a intensidade da inflamação sistêmica. Na Artrite Reativa, elas são úteis para confirmar a presença de um processo inflamatório ativo no início da doença e para monitorar a resposta ao tratamento e a evolução da atividade da doença ao longo do tempo.
Além de VHS e PCR, exames como a pesquisa de HLA-B27 (fator de risco genético), cultura de urina/fezes/secreções (para identificar o agente infeccioso desencadeante) e exames de imagem (radiografias, ultrassom) das articulações afetadas são importantes para o diagnóstico e acompanhamento.
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