SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2020
A artrite reativa é uma enfermidade sistêmica, caracterizada por sintomas gerais e manifestações articulares. Tem um pico de incidência dos 20 aos 40 anos e é incomum em indivíduos menores de 15 anos e em idosos. Vários fatores de risco podem influenciar o prognóstico dos pacientes em relação à cronificação da doença. Dentre estes fatores, cita-se:
Artrite reativa: presença de manifestações viscerais e HLA-B27 são fatores de mau prognóstico e cronificação.
A artrite reativa, uma espondiloartropatia soronegativa, pode cronificar. Fatores como a presença de manifestações extra-articulares (viscerais), sexo masculino, doença grave e positividade para HLA-B27 estão associados a um pior prognóstico e maior risco de cronificação.
A artrite reativa é uma espondiloartropatia soronegativa que se manifesta após uma infecção, geralmente gastrointestinal ou geniturinária. Caracteriza-se por artrite assimétrica de grandes articulações, entesite e dactilite, com pico de incidência entre 20 e 40 anos. É crucial reconhecer seus fatores prognósticos para um manejo adequado. A fisiopatologia envolve uma resposta imune desregulada a antígenos bacterianos em indivíduos geneticamente predispostos, especialmente aqueles com HLA-B27. O diagnóstico é clínico, baseado na história de infecção prévia e nas manifestações articulares e extra-articulares, como uveíte, conjuntivite, uretrite e lesões mucocutâneas. O tratamento visa controlar a inflamação e a dor, com AINEs, corticosteroides e, em casos refratários, DMARDs. A identificação precoce de fatores de mau prognóstico, como manifestações viscerais, sexo masculino e HLA-B27 positivo, permite intensificar o tratamento e monitorar a progressão para evitar a cronificação e sequelas.
Os principais fatores incluem a presença de manifestações extra-articulares ou viscerais, sexo masculino, doença grave no início e a positividade para o antígeno HLA-B27.
O HLA-B27 está associado a uma maior predisposição genética à artrite reativa e a um curso mais grave e crônico da doença, com maior risco de envolvimento axial.
A presença de manifestações viscerais, como uveíte, balanite circinada ou lesões cutâneas, indica uma doença mais sistêmica e está associada a um pior prognóstico e maior chance de cronificação.
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