UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2015
Uma paciente de 24 anos procurou auxílio médico apresentando quadro, iniciado uma semana antes, de astenia, febre baixa, oligoartrite assimétrica nos membros inferiores, dactilite em mãos e pés, disúria e hiperemia ocular. O diagnóstico mais provável para essa paciente é:
Oligoartrite assimétrica MMII + dactilite + disúria + hiperemia ocular → Artrite Reativa (Síndrome de Reiter).
A Artrite Reativa, anteriormente conhecida como Síndrome de Reiter, é uma espondiloartropatia soronegativa que se manifesta após uma infecção geniturinária ou gastrointestinal. A tríade clássica inclui artrite (geralmente oligoarticular assimétrica de grandes articulações de membros inferiores), uretrite/cervicite e conjuntivite, mas nem todos os sintomas precisam estar presentes para o diagnóstico.
A artrite reativa, também conhecida como Síndrome de Reiter, é uma condição inflamatória sistêmica que se enquadra no grupo das espondiloartropatias soronegativas. Ela se manifesta tipicamente após uma infecção bacteriana em outro sítio do corpo, mais comumente gastrointestinal ou geniturinário, em indivíduos geneticamente predispostos (frequentemente HLA-B27 positivos). A patogênese envolve uma resposta imune desregulada à infecção, levando à inflamação em articulações e outros tecidos. O quadro clínico clássico, como o da paciente descrita, inclui a tríade de artrite, uretrite e conjuntivite. A artrite é caracteristicamente oligoarticular (afetando poucas articulações), assimétrica e predomina nos membros inferiores. A dactilite, ou 'dedo em salsicha', é uma inflamação difusa de um dedo ou artelho, sendo um sinal distintivo das espondiloartropatias. A disúria sugere uretrite, e a hiperemia ocular indica conjuntivite ou, menos comumente, uveíte anterior. O diagnóstico da artrite reativa é clínico, baseado na presença desses sintomas após uma infecção. O tratamento visa aliviar os sintomas com anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), corticosteroides e, em casos refratários, drogas modificadoras da doença (DMARDs). Para residentes, é crucial reconhecer essa constelação de sintomas para um diagnóstico precoce e manejo adequado, evitando a progressão da doença e suas complicações.
Os principais sintomas incluem artrite (geralmente oligoarticular, assimétrica, em membros inferiores), uretrite ou cervicite, e conjuntivite. Outras manifestações podem ser dactilite, lesões cutâneas (ceratodermia blenorrágica) e lesões mucosas.
A artrite reativa é desencadeada por uma infecção prévia, geralmente gastrointestinal (por Salmonella, Shigella, Yersinia, Campylobacter) ou geniturinária (por Chlamydia trachomatis). Não é uma infecção articular direta, mas uma resposta imune.
A diferenciação envolve a história clínica de infecção prévia, o padrão de envolvimento articular (oligoartrite assimétrica de MMII), a presença de dactilite e manifestações extra-articulares como uretrite e conjuntivite. A pesquisa de HLA-B27 pode ser positiva, mas não é diagnóstica.
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