UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2022
A artrite reativa em indivíduos com gene HLA-B27 pode ser desencadeada pelo seguinte quadro infeccioso:
Artrite reativa (Síndrome de Reiter) em HLA-B27 → desencadeada por infecções geniturinárias (Chlamydia) ou entéricas (Salmonella, Shigella, Yersinia, Campylobacter).
A artrite reativa, anteriormente conhecida como Síndrome de Reiter, é uma espondiloartropatia soronegativa que se manifesta após uma infecção gastrointestinal ou geniturinária. A presença do alelo HLA-B27 aumenta a suscetibilidade e a gravidade da doença.
A artrite reativa, anteriormente conhecida como Síndrome de Reiter, é uma espondiloartropatia soronegativa caracterizada por uma artrite inflamatória estéril que se desenvolve após uma infecção em outro local do corpo, geralmente gastrointestinal ou geniturinária. A patogênese envolve uma resposta imune aberrante desencadeada por antígenos bacterianos em indivíduos geneticamente predispostos, particularmente aqueles que expressam o alelo HLA-B27. As infecções entéricas mais comumente associadas incluem aquelas causadas por Shigella (especialmente S. flexneri), Salmonella, Yersinia enterocolitica e Campylobacter jejuni. No contexto geniturinário, a Chlamydia trachomatis é o principal agente etiológico. A artrite geralmente se manifesta semanas após a infecção inicial, e os sintomas incluem artrite assimétrica, oligoarticular, predominantemente em membros inferiores, além de entesite, dactilite e manifestações extra-articulares como uretrite, cervicite, conjuntivite e lesões mucocutâneas. O diagnóstico é clínico, baseado na história de infecção prévia e nas manifestações articulares e extra-articulares. O tratamento visa aliviar os sintomas e pode incluir anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), corticosteroides e, em casos refratários, drogas modificadoras da doença (DMARDs). A identificação do patógeno desencadeante é importante para o manejo, mas o tratamento antibiótico da infecção inicial geralmente não altera o curso da artrite já estabelecida.
Os principais patógenos associados à artrite reativa incluem bactérias entéricas como Shigella, Salmonella, Yersinia e Campylobacter, e bactérias geniturinárias como Chlamydia trachomatis. Menos frequentemente, Clostridium difficile e Ureaplasma urealyticum também podem estar envolvidos.
O HLA-B27 é um marcador genético que confere uma predisposição significativa ao desenvolvimento de artrite reativa e outras espondiloartropatias. Embora não seja exclusivo, sua presença aumenta o risco e pode influenciar a gravidade e o curso da doença.
A tríade clássica da artrite reativa é artrite (geralmente assimétrica, oligoarticular, em membros inferiores), uretrite/cervicite e conjuntivite. Outras manifestações podem incluir entesite, dactilite (dedo em salsicha), lesões cutâneas (ceratodermia blenorrágica) e úlceras orais.
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