UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2021
Com relação a “artrite reativa”, patologia reumática que pertence à família das espondiloartropatias, podemos afirmar que:
Artrite reativa → artrite estéril pós-infecção (gastrointestinal ou geniturinária), frequentemente associada a HLA-B27.
A artrite reativa é uma espondiloartropatia caracterizada por artrite estéril que se desenvolve após uma infecção em outro local do corpo, geralmente gastrointestinal ou geniturinária. A associação com o HLA-B27 é comum e pode influenciar a gravidade e o curso da doença.
A artrite reativa, anteriormente conhecida como Síndrome de Reiter, é uma espondiloartropatia inflamatória estéril que se desenvolve após uma infecção em outro local do corpo, tipicamente gastrointestinal ou geniturinária. É mais comum em adultos jovens e tem uma forte associação com o antígeno leucocitário humano HLA-B27, presente em 30-50% dos pacientes, o que sugere uma predisposição genética à resposta imune alterada. A fisiopatologia envolve uma resposta imune desregulada a antígenos bacterianos, que, por mimetismo molecular, desencadeia uma inflamação em articulações e outros tecidos. As infecções mais frequentemente implicadas são por bactérias como Chlamydia trachomatis (geniturinária) e Salmonella, Shigella, Yersinia, Campylobacter (gastrointestinais). O quadro clínico clássico inclui a tríade de artrite (geralmente assimétrica, oligoarticular, em membros inferiores), uretrite e conjuntivite, embora nem todos os pacientes apresentem a tríade completa. Outras manifestações podem incluir entesite, dactilite e lesões cutâneas. O diagnóstico é clínico, baseado na história de infecção prévia e nas manifestações articulares e extra-articulares, com exclusão de outras causas de artrite. O tratamento visa aliviar os sintomas e pode incluir anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), corticosteroides e, em casos refratários, drogas modificadoras da doença (DMARDs). O prognóstico é variável, com muitos pacientes apresentando remissão completa, enquanto outros podem desenvolver doença crônica ou recorrente.
As infecções mais comuns que precedem a artrite reativa são as gastrointestinais (como Salmonella, Shigella, Yersinia, Campylobacter) e as geniturinárias (principalmente Chlamydia trachomatis).
Não, a artrite reativa pode apresentar manifestações extra-articulares, como conjuntivite, uretrite (formando a tríade clássica de Reiter), lesões cutâneas (ceratodermia blenorrágica) e entesite.
A presença do antígeno HLA-B27 está associada a uma maior predisposição genética à artrite reativa e, em geral, a um curso mais grave da doença, com maior risco de cronicidade e envolvimento axial.
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