Artrite Psoriásica: Diagnóstico Clínico e Sinais Chave

UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2024

Enunciado

Homem, 42a, procurou Unidade Básica de Saúde com queixa de dor e inchaço em articulações interfalangianas distais de ambas as mãos. Refere rigidez matinal com duração de quatro horas. Antecedentes: lesões de pele recorrentes e dores articulares há quatro anos. Exame físico: mão direitaA HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É:

Alternativas

Pérola Clínica

Dor/inchaço em IFD + rigidez matinal > 30 min + lesões de pele recorrentes → Artrite Psoriásica.

Resumo-Chave

A artrite psoriásica é uma espondiloartrite soronegativa que frequentemente afeta as articulações interfalangianas distais (IFD) e está associada a lesões de pele psoriásicas. A rigidez matinal prolongada (>30 minutos) é um sintoma característico de inflamação articular.

Contexto Educacional

A artrite psoriásica (AP) é uma doença inflamatória crônica que afeta as articulações, tendões e enteses, associada à psoríase cutânea e/ou ungueal. Classificada como uma espondiloartrite soronegativa, sua prevalência varia entre 0,1% e 1% na população geral, sendo mais comum em indivíduos com psoríase. A doença pode se manifestar de diversas formas, incluindo artrite periférica (oligoarticular ou poliarticular), dactilite, entesite, espondilite e sacroiliíte. O diagnóstico da AP é clínico e baseado nos critérios de classificação CASPAR (Classification Criteria for Psoriatic Arthritis), que incluem a presença de psoríase (atual, pessoal ou familiar), dactilite, onicopatia psoriásica, fator reumatoide negativo e evidência radiográfica de formação óssea justa-articular. A história de lesões de pele recorrentes, como descrito na questão, é um forte indicativo. O envolvimento das articulações interfalangianas distais (IFD) é uma característica distintiva da AP, diferenciando-a de outras artrites inflamatórias como a artrite reumatoide. O tratamento da artrite psoriásica visa controlar a inflamação, aliviar a dor, preservar a função articular e prevenir a progressão da doença. Inclui anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), glicocorticoides (geralmente em baixas doses ou intra-articulares), drogas modificadoras da doença (DMARDs) sintéticas convencionais como metotrexato, leflunomida e sulfassalazina, e, em casos mais graves ou refratários, terapias biológicas (inibidores de TNF-alfa, IL-12/23, IL-17, etc.) ou inibidores de JAK. O manejo multidisciplinar, envolvendo reumatologistas e dermatologistas, é fundamental.

Perguntas Frequentes

Quais são as características clínicas da artrite psoriásica nas mãos?

A artrite psoriásica nas mãos frequentemente afeta as articulações interfalangianas distais (IFD), causando dor, inchaço e deformidade. Pode haver também dactilite (dedo em salsicha) e alterações ungueais (onicopatia psoriásica), como pitting e onicólise.

Como a rigidez matinal ajuda no diagnóstico de artrite psoriásica?

A rigidez matinal prolongada, com duração superior a 30 minutos, é um sintoma inflamatório comum na artrite psoriásica e em outras espondiloartrites. Ela se diferencia da rigidez mecânica da osteoartrite, que é de curta duração e melhora com a movimentação.

Qual a relação entre as lesões de pele e a artrite psoriásica?

A artrite psoriásica é uma manifestação da psoríase, uma doença autoimune que afeta a pele e as unhas. A maioria dos pacientes com artrite psoriásica tem ou teve lesões cutâneas de psoríase, embora em alguns casos a artrite possa preceder as manifestações cutâneas.

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