SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2023
Leia o caso clínico. Mulher de 50 anos procura assistência médica com quadro de poliartrite simétrica das mãos, dos punhos, dos tornozelos e dos pés, de intensidade dolorosa 6/10, com início há 12 dias. Os exames laboratoriais mostram: Hemograma = normal; VHS = 80 mm (VR<15 mm); PCR = 12 mg/dL (VR<0,5 mmg/dL); fator reumatoide e anti-CCP = negativos; RT-PCR para vírus Chikungunya = detectável. Considerando-se a fase da doença infecciosa em que essa paciente se encontra, para o tratamento das manifestações articulares descritas recomenda-se o uso de
Artrite aguda por Chikungunya → tratamento sintomático com analgésicos comuns ou opioides fracos.
Na fase aguda da infecção por Chikungunya, que dura até 3 semanas, o tratamento da dor articular é primariamente sintomático. Analgésicos comuns (paracetamol, dipirona) e, se necessário, opioides fracos (tramadol, codeína) são as opções de primeira linha. AINEs e glicocorticoides são geralmente evitados na fase aguda devido a potenciais efeitos adversos e por não alterarem o curso da doença viral.
A infecção pelo vírus Chikungunya é uma arbovirose que causa febre, exantema e, caracteristicamente, poliartralgia e poliartrite intensas. A doença é dividida em fase aguda (até 3 semanas), subaguda (3 semanas a 3 meses) e crônica (mais de 3 meses). A dor articular é a manifestação mais incapacitante e pode persistir por meses ou anos em uma parcela significativa dos pacientes. Na fase aguda, como no caso descrito (12 dias de sintomas), o tratamento é essencialmente sintomático. O objetivo é aliviar a dor e o desconforto, permitindo que o paciente mantenha suas atividades diárias. Analgésicos comuns, como paracetamol e dipirona, são a primeira linha. Se a dor for intensa e refratária, opioides fracos (ex: tramadol, codeína) podem ser adicionados. AINEs são geralmente desencorajados na fase aguda devido ao risco de sangramento e por não haver evidência de benefício superior aos analgésicos comuns, além de poderem mascarar outras condições. Glicocorticoides são reservados para casos específicos e fases mais avançadas. A elevação de VHS e PCR é comum na Chikungunya, indicando inflamação, mas a negatividade de FR e anti-CCP ajuda a descartar outras artrites inflamatórias crônicas. O diagnóstico é confirmado por RT-PCR na fase aguda. O manejo adequado da dor na fase aguda é crucial para prevenir a cronificação e melhorar a qualidade de vida do paciente.
A Chikungunya tipicamente causa poliartrite simétrica, afetando principalmente as pequenas articulações das mãos, punhos, tornozelos e pés, com dor intensa e edema. Pode haver rigidez matinal prolongada.
AINEs e glicocorticoides são geralmente evitados na fase aguda devido ao risco de efeitos adversos (sangramento gastrointestinal com AINEs) e por não alterarem o curso da infecção viral. Glicocorticoides podem até prolongar a viremia.
Glicocorticoides podem ser considerados em casos selecionados de artrite subaguda ou crônica por Chikungunya, quando a dor é refratária a analgésicos e AINEs, ou em manifestações atípicas graves, sempre sob avaliação médica criteriosa.
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