AIJ e Uveíte Anterior: Riscos e Triagem na Forma Oligoarticular

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2018

Enunciado

Qual das formas de artrite idiopática juvenil abaixo tem, caracteristicamente, uveíte anterior de apresentação mais grave?

Alternativas

  1. A) Doença de Still
  2. B) Monoarticular
  3. C) Pauciarticular
  4. D) Poliarticular

Pérola Clínica

AIJ oligoarticular + FAN(+) → ↑ risco de uveíte anterior crônica assintomática e grave.

Resumo-Chave

A forma pauciarticular (oligoarticular) da AIJ, especialmente em meninas com FAN positivo, apresenta o maior risco de uveíte anterior crônica, que é perigosa por ser frequentemente assintomática.

Contexto Educacional

A Artrite Idiopática Juvenil (AIJ) é a doença reumática crônica mais comum na infância. A uveíte anterior crônica é a manifestação extra-articular mais temida, ocorrendo em até 20-30% dos pacientes com a forma oligoarticular e FAN positivo. Diferente da uveíte associada à espondilite anquilosante, esta é indolor e não apresenta hiperemia, o que retarda o diagnóstico sem triagem ativa. O tratamento precoce com corticoides tópicos e imunomoduladores é essencial para preservar a visão.

Perguntas Frequentes

Qual o perfil de risco para uveíte na AIJ?

O maior risco ocorre em meninas com início precoce da AIJ na forma oligoarticular (pauciarticular) e que apresentam positividade para o anticorpo antinuclear (FAN).

Como deve ser feito o rastreio oftalmológico?

Deve ser realizado exame em lâmpada de fenda a cada 3 a 4 meses nos primeiros anos de doença, mesmo na ausência total de sintomas oculares.

Por que a uveíte na AIJ é considerada grave?

Pela sua natureza assintomática (olho branco), o que frequentemente leva ao diagnóstico tardio já com sequelas irreversíveis como catarata, glaucoma e ceratopatia em faixa.

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