USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Menino branco, 7 anos, queixa-se de aumento de volume e dificuldade para mover o joelho direito, principalmente pela manhã, há 7 semanas. Ao exame, o médico nota que criança manca e observa presença de edema e limitação de movimentos em joelho direito. Não há outras queixas, nem outras alterações ao exame físico. Os únicos exames laboratoriais alterados são: FAN positivo (1 :160) e ASLO = 600U Todd (normal até 300U). A hipótese diagnóstica mais provável para esse menino é:
Artrite > 6 semanas em criança, sem outra causa definida, mesmo com FAN/ASLO alterados → AIJ.
A Artrite Idiopática Juvenil (AIJ) é a causa mais comum de artrite crônica na infância, definida por artrite com duração mínima de 6 semanas, em crianças menores de 16 anos, sem outra causa conhecida. O quadro de monoartrite de joelho, com rigidez matinal e claudicação, é típico da forma oligoarticular. FAN positivo é comum na AIJ oligoarticular e o ASLO elevado, embora sugira infecção estreptocócica, não é suficiente para o diagnóstico de febre reumática sem outros critérios.
A Artrite Idiopática Juvenil (AIJ) é a doença reumática mais comum na infância, caracterizada por artrite crônica de causa desconhecida. É definida pela presença de artrite em uma ou mais articulações por pelo menos 6 semanas, em crianças com menos de 16 anos, após a exclusão de outras condições. A AIJ é um grupo heterogêneo de doenças, classificadas em subtipos com base nas características clínicas e laboratoriais nos primeiros 6 meses da doença, sendo a forma oligoarticular (afetando até 4 articulações) a mais comum. O quadro clínico de artrite em joelho com rigidez matinal e claudicação por 7 semanas é altamente sugestivo de AIJ. A presença de FAN positivo é comum na AIJ oligoarticular e é um fator de risco para o desenvolvimento de uveíte crônica assintomática, que pode levar à cegueira se não for detectada e tratada precocemente. O ASLO elevado indica exposição prévia ao estreptococo, mas não é suficiente para o diagnóstico de febre reumática sem a presença de outros critérios de Jones maiores ou menores. O tratamento da AIJ visa controlar a inflamação, aliviar a dor, preservar a função articular e prevenir danos a longo prazo. Inclui anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), corticoides intra-articulares ou sistêmicos, e drogas modificadoras da doença (DMARDs), como metotrexato e agentes biológicos. O acompanhamento multidisciplinar, incluindo reumatologista pediátrico, fisioterapeuta e oftalmologista, é essencial para o manejo adequado da doença e suas complicações.
A AIJ é diagnosticada pela presença de artrite (edema ou limitação de movimento com dor/sensibilidade) em uma ou mais articulações, com duração mínima de 6 semanas, em crianças menores de 16 anos, após exclusão de outras causas conhecidas de artrite.
O FAN positivo é mais comum na forma oligoarticular da AIJ e está associado a um risco aumentado de uveíte crônica assintomática, uma complicação ocular grave que requer rastreamento oftalmológico regular.
A AIJ é uma artrite crônica (>6 semanas), geralmente oligoarticular ou poliarticular, sem evidência de infecção estreptocócica recente como causa direta. A Febre Reumática é uma sequela de infecção estreptocócica, tipicamente com poliartrite migratória aguda, cardite, coreia, eritema marginado ou nódulos subcutâneos, e responde bem a anti-inflamatórios. O ASLO elevado indica exposição prévia ao estreptococo, mas não confirma febre reumática isoladamente.
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