CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2008
Com relação às uveítes na artrite idiopática juvenil, podemos afirmar que:
Uveíte na AIJ = Frequentemente assintomática e 'olho branco'; triagem com lâmpada de fenda é obrigatória.
A uveíte associada à AIJ é perigosa por ser silenciosa, podendo levar a complicações graves como catarata e glaucoma se não detectada precocemente por triagem.
A uveíte na Artrite Idiopática Juvenil (AIJ) é tipicamente uma iridociclite crônica não granulomatosa, bilateral em até 70% dos casos. A ausência de sintomas externos torna o diagnóstico dependente exclusivamente do exame em lâmpada de fenda, onde se observa a presença de células e 'flare' na câmara anterior. O rastreamento rigoroso é a única forma de prevenir a morbidade ocular. As diretrizes de triagem baseiam-se no risco individual, considerando o subtipo da artrite, a idade de início e o status do FAN. O tratamento precoce com corticoides tópicos e, se necessário, imunomoduladores sistêmicos, é crucial para preservar a visão da criança.
O maior risco ocorre na forma oligoarticular (pauciarticular) de início precoce, especialmente em meninas com positividade para o Anticorpo Antinuclear (FAN/ANA). Nesses casos, a triagem oftalmológica deve ser trimestral nos primeiros anos de doença.
Diferente da uveíte anterior aguda (comum na espondilite anquilosante), a uveíte na AIJ é uma iridociclite crônica que não causa olho vermelho, dor ou fotofobia. A criança muitas vezes não percebe a perda visual até que complicações como catarata ou ceratopatia em faixa se desenvolvam.
As principais complicações incluem a formação de sinéquias posteriores (adesão da íris ao cristalino), catarata secundária, glaucoma inflamatório, ceratopatia em faixa (deposição de cálcio na córnea) e edema macular cistoide, todas podendo levar à cegueira irreversível.
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