SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2026
Um paciente de cinco anos de idade foi levado ao atendimento por claudicação matinal há três meses, com dor discreta em joelho esquerdo, sem febre. O exame físico revelou articulação quente, com leve derrame e limitação de movimento. Os exames laboratoriais mostraram PCR discretamente elevada e FAN positivo em título baixo. Não foram percebidas outras articulações envolvidas. Qual é a melhor conduta terapêutica inicial para esse paciente?
Monoartrite crônica + FAN+ em criança → AIJ Oligoarticular (risco de uveíte) → Terapia inicial com AINEs.
A AIJ oligoarticular é a forma mais comum em crianças, caracterizada por rigidez matinal e acometimento de grandes articulações. O manejo inicial prioriza AINEs para controle inflamatório.
A Artrite Idiopática Juvenil (AIJ) engloba um grupo heterogêneo de doenças inflamatórias crônicas. A forma oligoarticular é caracterizada pelo acometimento de até quatro articulações nos primeiros seis meses de doença. O quadro clínico típico envolve grandes articulações, como o joelho, apresentando claudicação e rigidez matinal que melhora com o movimento. O tratamento de primeira linha baseia-se no uso de Anti-inflamatórios Não Esteroidais (AINEs), como o naproxeno ou ibuprofeno, visando o controle álgico e inflamatório. Caso não haja resposta satisfatória em 4 a 8 semanas, ou se houver fatores de mau prognóstico, considera-se a infiltração intra-articular com triancinolona ou a introdução de DMARDs como o metotrexato. O rastreio oftalmológico é mandatório devido ao risco de uveíte silenciosa.
A artrite deve persistir por pelo menos 6 semanas em pacientes com menos de 16 anos de idade, após a exclusão rigorosa de outras causas possíveis, como infecções, neoplasias ou traumas.
O FAN (Fator Antinuclear) não confirma o diagnóstico de AIJ, mas funciona como um marcador de risco para o desenvolvimento de uveíte anterior crônica assintomática, o que exige triagem oftalmológica frequente com lâmpada de fenda.
Os corticoides sistêmicos são reservados para formas sistêmicas graves ou como terapia de ponte; na forma oligoarticular, prefere-se a infiltração intra-articular se os AINEs falharem em 4-8 semanas.
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