SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2021
Homem de 39 anos, obeso, dislipidêmico, hipertenso e diabético, comparece a consulta com queixa de artralgia na 1ª articulação metatarso falangiana do pé direito, com dor intensa e contínua, sem febre, de início súbito. O diagnóstico clínico é:
Homem, obesidade/comorbidades, dor súbita e intensa na 1ª metatarsofalangiana → suspeitar de artrite gotosa aguda (podagra).
A artrite gotosa aguda, ou gota, é uma condição inflamatória causada pela deposição de cristais de urato monossódico nas articulações. É classicamente associada a fatores de risco metabólicos e se manifesta com dor súbita e intensa, frequentemente na primeira articulação metatarsofalangiana (podagra).
A artrite gotosa aguda, comumente conhecida como gota, é uma doença inflamatória causada pela deposição de cristais de urato monossódico nas articulações e tecidos periarticulares, resultante de hiperuricemia. É uma das artrites inflamatórias mais prevalentes, afetando principalmente homens adultos e mulheres pós-menopausa. A compreensão de seus fatores de risco e apresentação clínica é vital para o diagnóstico e manejo. A fisiopatologia da gota envolve a supersaturação de urato no sangue, levando à formação e deposição de cristais. Fatores de risco metabólicos como obesidade, dislipidemia, hipertensão e diabetes, presentes no paciente do caso, são fortemente associados. A crise aguda é caracterizada por dor súbita e intensa, inchaço, calor e vermelhidão, tipicamente na primeira articulação metatarsofalangiana (podagra), mas pode afetar outras articulações. O diagnóstico é primariamente clínico, mas a confirmação por artrocentese e identificação dos cristais é o padrão-ouro. O tratamento da crise aguda envolve anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), colchicina ou corticosteroides. O manejo a longo prazo visa reduzir os níveis de ácido úrico com medicamentos como alopurinol ou febuxostate, além de modificações no estilo de vida para prevenir novas crises e complicações como tofos e nefropatia úrica.
Fatores de risco incluem hiperuricemia, obesidade, dislipidemia, hipertensão, diabetes, consumo excessivo de álcool e certos medicamentos (diuréticos tiazídicos, aspirina em baixas doses).
A articulação mais frequentemente afetada é a primeira metatarsofalangiana do pé, uma condição conhecida como podagra, que se manifesta com dor, inchaço e vermelhidão intensos.
O diagnóstico definitivo é feito pela identificação de cristais de urato monossódico em forma de agulha, birrefringentes negativos, no líquido sinovial da articulação afetada, obtido por artrocentese.
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