HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2020
Qual o tratamento de escolha para artrite gonocócica?
Artrite gonocócica → Ceftriaxone EV/IM + Azitromicina VO (se clamídia não excluída).
A artrite gonocócica é uma manifestação da gonorreia disseminada, sendo o Ceftriaxone o tratamento de escolha devido à alta eficácia contra Neisseria gonorrhoeae e à crescente resistência a outras classes de antibióticos. É crucial cobrir também Chlamydia trachomatis, caso não seja excluída, com Azitromicina.
A artrite gonocócica é a forma mais comum de artrite séptica em adultos jovens sexualmente ativos, representando uma manifestação da doença gonocócica disseminada. A infecção por Neisseria gonorrhoeae pode se espalhar da mucosa genital ou faríngea para a corrente sanguínea, causando bacteremia e subsequente infecção em articulações, pele e tendões. O reconhecimento precoce é crucial para evitar danos articulares permanentes. O diagnóstico baseia-se em critérios clínicos, epidemiológicos e laboratoriais, incluindo a cultura de líquido sinovial e de sítios mucosos para N. gonorrhoeae. A fisiopatologia envolve a capacidade da bactéria de evadir a resposta imune e se disseminar. A suspeita deve ser alta em pacientes jovens com monoartrite ou oligoartrite e história de exposição sexual. O tratamento de escolha é o Ceftriaxone, administrado por via intravenosa ou intramuscular, devido à sua eficácia e perfil de resistência. É recomendado associar Azitromicina para cobrir uma possível coinfecção por Chlamydia trachomatis, que é comum. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado e precoce, mas atrasos podem levar a sequelas articulares.
A artrite gonocócica geralmente se manifesta com monoartrite ou oligoartrite assimétrica, frequentemente em joelhos, tornozelos ou punhos, acompanhada de tenossinovite e lesões cutâneas pustulosas ou hemorrágicas. Pode haver febre e calafrios.
O Ceftriaxone é um antibiótico cefalosporínico de terceira geração com excelente atividade bactericida contra Neisseria gonorrhoeae, incluindo cepas resistentes a outras classes de antibióticos, e boa penetração em tecidos articulares.
A artrite gonocócica pode ser diferenciada pela presença de tenossinovite, lesões cutâneas e, frequentemente, história de infecção sexualmente transmissível. A cultura de líquido sinovial e de sítios mucosos (uretra, cérvix, reto, faringe) é fundamental para o diagnóstico etiológico.
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