PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2024
A artrite gonocócica é causa comum de artrite séptica aguda em jovens sexualmente ativos. Neste contexto, sabe-se que a artrite gonocócoca
Artrite gonocócica = Tríade: tenossinovite + dermatite + poliartralgia.
A artrite gonocócica, uma forma de artrite séptica em jovens sexualmente ativos, é classicamente caracterizada pela tríade de tenossinovite, dermatite e poliartralgia, sendo a tenossinovite um achado distintivo e frequente.
A artrite gonocócica é a manifestação mais comum da doença gonocócica disseminada (DGI), causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae. É uma causa importante de artrite séptica aguda em indivíduos jovens e sexualmente ativos, com maior incidência em mulheres durante a menstruação ou gravidez. Sua importância clínica reside na necessidade de diagnóstico e tratamento rápidos para evitar danos articulares permanentes. A fisiopatologia envolve a disseminação hematogênica da bactéria a partir de um foco mucoso primário (genital, faríngeo, retal). O diagnóstico é suspeitado pela história clínica e exame físico. Classicamente, a DGI se apresenta em duas fases: uma fase bacterêmica com a tríade de tenossinovite (inflamação dos tendões, comum em dorso das mãos e pés), dermatite (lesões cutâneas pápulo-pustulosas ou hemorrágicas) e poliartralgia migratória; e uma fase de artrite purulenta, geralmente monoarticular, em grandes articulações. O tratamento consiste em antibioticoterapia sistêmica, sendo a ceftriaxona a escolha principal, frequentemente combinada com azitromicina para cobrir Chlamydia trachomatis. A melhora é geralmente rápida com o tratamento adequado. É crucial rastrear e tratar parceiros sexuais para prevenir novas infecções e disseminação.
A doença gonocócica disseminada (DGI) pode se apresentar como a tríade de tenossinovite, dermatite e poliartralgia, ou como uma artrite séptica purulenta em uma ou poucas articulações, geralmente grandes articulações periféricas.
O diagnóstico é feito pela cultura de Neisseria gonorrhoeae de locais como uretra, cérvix, reto, faringe ou sangue, e pela análise do líquido sinovial, que pode ser inflamatório ou purulento, com cultura positiva em menos de 50% dos casos.
O tratamento envolve antibióticos, geralmente ceftriaxona intravenosa, com melhora rápida dos sintomas. É importante também tratar as infecções concomitantes por Chlamydia trachomatis com azitromicina ou doxiciclina.
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