UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2025
Mulher, 32 anos de idade, previamente hígida procura pronto atendimento com queixas de poliartralgia migratória de grandes e pequenas articulações há 10 dias, após viagem de férias. No momento refere dor e limitação de movimento em punho direito. Nega trauma e febre. Exame físico: edema, eritema e dor em punho direito. Ultrassom: tenossinovite em punho direito. Considerando o diagnóstico mais provável, qual é a conduta mais adequada?
Mulher jovem, poliartralgia migratória, tenossinovite, sem febre = Artrite gonocócica disseminada → Ceftriaxona.
O quadro de poliartralgia migratória, tenossinovite (especialmente em punho) e ausência de febre em uma mulher jovem, previamente hígida e após viagem, é altamente sugestivo de artrite gonocócica disseminada. A Neisseria gonorrhoeae é uma causa comum de artrite séptica em jovens sexualmente ativos, e a tenossinovite é uma manifestação clássica. O tratamento de escolha é a Ceftriaxona.
A artrite gonocócica disseminada (AGD) é a forma mais comum de artrite séptica em adultos jovens e sexualmente ativos, sendo uma complicação da infecção não tratada por Neisseria gonorrhoeae. Sua importância reside na necessidade de um diagnóstico rápido e tratamento adequado para evitar sequelas articulares. A epidemiologia está ligada à prevalência de infecções sexualmente transmissíveis. A fisiopatologia envolve a disseminação hematogênica da bactéria a partir de um sítio mucoso primário (genital, faríngeo, retal). O quadro clínico clássico inclui poliartralgia migratória, tenossinovite (especialmente em punhos, tornozelos e joelhos) e, em alguns casos, lesões cutâneas pustulosas ou hemorrágicas. A febre pode ser ausente ou de baixo grau, o que pode atrasar o diagnóstico. O ultrassom pode revelar tenossinovite ou derrame articular. O tratamento de escolha é a Ceftriaxona, um antibiótico de amplo espectro com excelente atividade contra N. gonorrhoeae, administrado por via parenteral. É comum associar uma dose única de azitromicina para cobrir uma possível coinfecção por Chlamydia trachomatis. A melhora clínica geralmente é rápida após o início da antibioticoterapia. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para prevenir danos articulares permanentes.
A artrite gonocócica disseminada pode se apresentar com poliartralgia migratória, tenossinovite (inflamação das bainhas tendíneas, comum em punhos e tornozelos), e/ou lesões cutâneas pustulosas ou hemorrágicas, muitas vezes com febre baixa ou ausente.
O tratamento de primeira linha para artrite gonocócica é a Ceftriaxona, administrada por via intravenosa ou intramuscular, geralmente associada a uma dose única de azitromicina para cobrir coinfecção por Chlamydia trachomatis.
A artrite gonocócica se diferencia pela presença de tenossinovite, o padrão migratório da artrite, a ausência de febre alta e o histórico epidemiológico (atividade sexual, viagem). A cultura de fluidos articulares ou de sítios mucosos (uretra, cérvix, faringe, reto) pode confirmar o diagnóstico.
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