UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2021
Mulher, 18 anos de idade, refere ter retornado de viagem em grupo comemorando formatura por 2 semanas. Há 5 dias refere dor em ombro D, passando para cotovelo E, joelho D e atualmente em punho E. Exame físico: calor, eritema, aumento de volume do punho E, que se estende para o dorso da mão, com intensa dor à palpação e mobilização articular. Não há sinais inflamatórios nas demais articulações. D = direito; E = esquerdo. Qual diagnóstico e conduta adequados?
Jovem + Viagem + Poliartralgia migratória + Monoartrite ou tenossinovite → Artrite gonocócica → Ceftriaxona IV.
A artrite gonocócica é a causa mais comum de artrite séptica em jovens sexualmente ativos. A apresentação clássica inclui poliartralgia migratória, tenossinovite e/ou dermatite, evoluindo para uma monoartrite ou oligoartrite. O histórico de viagem e a idade da paciente são pistas importantes, e o tratamento empírico com ceftriaxona é crucial.
A artrite gonocócica é a forma mais comum de artrite séptica em adultos jovens e sexualmente ativos, sendo uma manifestação da infecção gonocócica disseminada (IGD) causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae. A história de viagem e a idade da paciente são pistas epidemiológicas importantes. A apresentação clínica é variada, mas classicamente envolve uma fase de poliartralgia migratória, tenossinovite e lesões cutâneas, que pode progredir para uma monoartrite ou oligoartrite séptica. O diagnóstico é primariamente clínico e epidemiológico, com confirmação por culturas de locais mucosos (uretra, cérvix, faringe, reto) e, se possível, do líquido sinovial. No entanto, a cultura do líquido sinovial pode ser negativa em até 50% dos casos. A suspeita clínica é crucial para o início rápido do tratamento. O tratamento empírico deve ser iniciado imediatamente após a coleta das culturas, sem aguardar resultados, devido ao risco de destruição articular. A ceftriaxona intravenosa é o antibiótico de escolha, geralmente associada a uma dose única de azitromicina para cobrir coinfecção por Chlamydia trachomatis. A pronta intervenção melhora significativamente o prognóstico e previne sequelas articulares.
A artrite gonocócica frequentemente se manifesta com poliartralgia migratória, tenossinovite (inflamação de tendões), lesões cutâneas pustulosas ou hemorrágicas, e pode evoluir para uma monoartrite ou oligoartrite séptica.
A conduta inicial inclui a coleta de culturas (líquido sinovial, sangue, uretra/cérvix/faringe/reto) e o início imediato de tratamento empírico com ceftriaxona intravenosa, devido ao risco de destruição articular.
A artrite gonocócica é uma manifestação da infecção gonocócica disseminada, que é mais prevalente em indivíduos jovens e sexualmente ativos, especialmente após viagens ou exposições de risco.
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