PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2021
Qual manifestação abaixo não faz parte da artrite gonocócica?
Artrite gonocócica: tríade clássica = tenossinovite + dermatite pustulosa + poliartralgia. Úlceras orais NÃO são típicas.
A artrite gonocócica é uma manifestação da gonorreia disseminada, frequentemente apresentando-se com tenossinovite, lesões cutâneas pustulosas e poliartralgia migratória. Úlceras orais não são características dessa condição, sendo mais associadas a outras etiologias como sífilis ou herpes.
A artrite gonocócica é a forma mais comum de artrite séptica em jovens sexualmente ativos, representando uma complicação da gonorreia disseminada. Sua importância clínica reside na necessidade de diagnóstico e tratamento precoces para evitar danos articulares permanentes. A epidemiologia está ligada à prevalência da infecção por Neisseria gonorrhoeae, que é uma infecção sexualmente transmissível (IST) de alta incidência. A fisiopatologia envolve a disseminação hematogênica da bactéria a partir de um foco mucoso primário, como uretra, cérvix ou faringe. O quadro clínico clássico inclui a tríade de tenossinovite, dermatite (lesões pustulosas ou hemorrágicas) e poliartralgia migratória, embora nem sempre completa. A suspeita deve surgir em pacientes jovens com artrite aguda e fatores de risco para ISTs, como múltiplos parceiros sexuais. O tratamento baseia-se em antibioticoterapia sistêmica, geralmente com ceftriaxona, e pode incluir drenagem articular em casos de derrame significativo. O prognóstico é bom com tratamento adequado, mas atrasos podem levar a destruição articular. É crucial rastrear outras ISTs e tratar parceiros sexuais para prevenir a reinfecção e a disseminação da doença.
Os principais sintomas incluem tenossinovite (inflamação dos tendões), poliartralgia migratória e lesões cutâneas pustulosas ou hemorrágicas, especialmente em extremidades. Febre e calafrios também são comuns.
O diagnóstico envolve a cultura de Neisseria gonorrhoeae de locais como uretra, cérvix, reto ou faringe, além de cultura do líquido sinovial e hemocultura. Testes de amplificação de ácidos nucleicos (NAAT) também são úteis para detecção.
Os diferenciais incluem outras artrites sépticas (não gonocócicas), artrites reativas, gota, pseudogota e outras doenças reumatológicas. A presença de lesões cutâneas e tenossinovite ajuda a direcionar o diagnóstico para artrite gonocócica.
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