SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024
Uma paciente de 60 anos apresentou quadro agudo de Chikungunya há quatro meses. A febre e o rash cederam, mas ela persiste com surtos recorrentes de artrite que atinge, principalmente, mãos e pés e que estão a incapacitando para o trabalho. Já fez uso de dois ciclos de prednisona na dose de 30 mg/dia, mas os sintomas recorrem logo após o desmame do corticoide. Segundo o protocolo do Ministério da Saúde, qual a conduta de escolha nesse momento?
Artrite crônica pós-Chikungunya refratária a corticoide → Hidroxicloroquina é a primeira linha conforme MS.
A artrite crônica pós-Chikungunya é uma complicação comum. Quando os sintomas persistem por mais de 3 meses e são refratários a anti-inflamatórios e ciclos curtos de corticoides, a hidroxicloroquina é a medicação de primeira escolha, conforme o protocolo do Ministério da Saúde, devido ao seu perfil de segurança e eficácia.
A infecção pelo vírus Chikungunya pode evoluir para uma fase crônica em uma parcela significativa dos pacientes, caracterizada principalmente por artralgia e artrite persistentes, que podem durar meses ou anos. Essa cronicidade impacta severamente a qualidade de vida e a capacidade laboral, sendo um desafio diagnóstico e terapêutico importante na saúde pública brasileira. O diagnóstico de artrite crônica pós-Chikungunya é clínico, baseado na persistência dos sintomas articulares por mais de 3 meses após o início da fase aguda, especialmente em pacientes com sorologia positiva. A fisiopatologia envolve a persistência viral em tecidos articulares e uma resposta inflamatória e autoimune desregulada, mimetizando doenças reumáticas inflamatórias. O tratamento inicial envolve analgésicos e anti-inflamatórios não esteroides. Para casos persistentes e refratários, o protocolo do Ministério da Saúde recomenda a hidroxicloroquina como primeira linha, devido à sua eficácia e bom perfil de segurança. Corticoides em baixas doses podem ser usados como ponte, mas seu uso prolongado deve ser evitado. Em casos refratários à hidroxicloroquina, outros DMARDs como metotrexato podem ser considerados por especialistas.
A artrite crônica pós-Chikungunya é diagnosticada quando os sintomas articulares (artralgia ou artrite) persistem por mais de 3 meses após o início da fase aguda da infecção, em um paciente com confirmação laboratorial ou epidemiológica de Chikungunya.
A hidroxicloroquina é a primeira escolha devido à sua eficácia comprovada em reduzir a inflamação e a dor na artrite crônica pós-Chikungunya, além de apresentar um perfil de segurança favorável em comparação com outros DMARDs, sendo bem tolerada pela maioria dos pacientes.
Outros DMARDs, como o metotrexato, devem ser considerados em casos de artrite crônica pós-Chikungunya que não respondem adequadamente à hidroxicloroquina após um período de tratamento apropriado, ou em pacientes com doença mais grave e progressiva, sempre sob orientação de um reumatologista.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo