Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2025
Mulher, 72 anos, apresenta cefaleia bitemporal pulsátil continua, astenia, escotomas, dificuldade de mastigação, dor a palpação da região temporal e velocidade de hemossedimentação elevada. A conduta indicada para abordagem inicial do quadro é:
Suspeita de arterite temporal (idosa, cefaleia, claudicação de mandíbula, VHS ↑) → iniciar prednisona imediatamente para prevenir cegueira.
O quadro clínico de uma idosa com cefaleia bitemporal, claudicação de mandíbula (dificuldade de mastigação), dor à palpação temporal e VHS muito elevada é altamente sugestivo de arterite temporal (arterite de células gigantes). A conduta inicial e mais urgente é a administração de corticosteroides (prednisona) para prevenir a perda visual irreversível.
A arterite temporal, também conhecida como arterite de células gigantes (ACG), é uma vasculite sistêmica granulomatosa que afeta artérias de médio e grande calibre, predominantemente em indivíduos com mais de 50 anos, sendo mais comum em mulheres. Sua importância clínica reside no risco de complicações graves e irreversíveis, como a perda visual permanente, que pode ocorrer rapidamente se não tratada. A ACG frequentemente está associada à polimialgia reumática. A fisiopatologia envolve uma resposta inflamatória mediada por células T e macrófagos na parede arterial, levando à destruição da lâmina elástica interna e proliferação intimal, resultando em estenose e oclusão vascular. Clinicamente, os pacientes apresentam cefaleia (geralmente temporal, pulsátil), dor à palpação da artéria temporal, claudicação de mandíbula (dor ao mastigar), sintomas visuais (amaurose fugaz, diplopia, perda visual súbita), e sintomas sistêmicos como febre, astenia e perda de peso. A velocidade de hemossedimentação (VHS) e a proteína C reativa (PCR) são classicamente elevadas. O tratamento da arterite temporal é uma emergência médica. A conduta inicial é a administração imediata de altas doses de corticosteroides (geralmente prednisona oral ou metilprednisolona IV em casos graves) para prevenir a cegueira. A biópsia da artéria temporal é o padrão-ouro para confirmação diagnóstica, mas não deve atrasar o início do tratamento. O acompanhamento é prolongado, com redução gradual da dose de corticoide e monitoramento de recidivas e efeitos adversos da medicação.
Os sintomas clássicos incluem cefaleia temporal unilateral ou bitemporal, dor à mastigação (claudicação de mandíbula), dor à palpação da artéria temporal, sintomas visuais (amaurose fugaz, diplopia, escotomas), astenia, febre e perda de peso.
A prednisona (corticosteroide) é iniciada imediatamente para suprimir a inflamação vascular e prevenir a complicação mais temida e irreversível: a perda visual súbita devido à isquemia do nervo óptico.
A biópsia da artéria temporal é o padrão-ouro para o diagnóstico confirmatório, mas não deve atrasar o início do tratamento. Ela deve ser realizada preferencialmente em até 7-14 dias após o início dos corticosteroides, pois a medicação pode "mascarar" os achados histopatológicos.
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