SMS Goiânia - Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (GO) — Prova 2020
Qual característica abaixo condiz com o diagnóstico de arterite temporal?
Arterite Temporal: vasculite granulomatosa de grandes vasos, afeta >50 anos (mulheres > homens), VHS ↑, risco de cegueira.
A arterite temporal, ou arterite de células gigantes, é uma vasculite granulomatosa que afeta tipicamente artérias de médio e grande calibre em indivíduos com mais de 50 anos, sendo mais comum em mulheres. A elevação da velocidade de hemossedimentação (VHS) é um achado laboratorial quase universal e crucial para o diagnóstico.
A arterite temporal, também conhecida como arterite de células gigantes (ACG), é uma vasculite sistêmica granulomatosa que afeta principalmente artérias de médio e grande calibre, especialmente ramos da artéria carótida externa, como a artéria temporal. É a vasculite mais comum em adultos com mais de 50 anos, com maior incidência em mulheres e indivíduos de ascendência europeia. A importância clínica reside no risco de complicações isquêmicas graves, como perda visual permanente (cegueira), acidente vascular cerebral e aneurismas da aorta, tornando o diagnóstico e tratamento precoces cruciais. A fisiopatologia envolve uma inflamação crônica da parede arterial, com infiltrado de células mononucleares e formação de granulomas, levando ao espessamento da íntima e estenose luminal. Os sintomas incluem cefaleia de início recente (geralmente temporal), sensibilidade no couro cabeludo, claudicação de mandíbula, sintomas visuais (amaurose fugaz, diplopia, perda visual súbita) e sintomas sistêmicos como febre, fadiga e perda de peso. A polimialgia reumática, uma síndrome inflamatória muscular, coexiste em cerca de 50% dos pacientes. O diagnóstico é baseado na clínica, elevação de marcadores inflamatórios (VHS e PCR) e confirmado pela biópsia da artéria temporal. O tratamento da arterite temporal é uma emergência médica e deve ser iniciado imediatamente com altas doses de corticosteroides (prednisona oral ou metilprednisolona intravenosa em casos de perda visual) para prevenir a perda visual irreversível. O AAS em baixa dose pode ser adicionado para reduzir o risco de eventos isquêmicos. A duração do tratamento é prolongada, com desmame gradual dos corticosteroides, e imunossupressores como o tocilizumabe (anti-IL-6) podem ser usados em casos refratários ou para poupar esteroides. O acompanhamento é essencial para monitorar a atividade da doença e as complicações.
Os sintomas clássicos incluem cefaleia temporal unilateral ou bilateral de início recente, sensibilidade no couro cabeludo, claudicação de mandíbula, dor na língua, e sintomas visuais como amaurose fugaz ou perda visual súbita. Sintomas sistêmicos como febre e perda de peso também podem ocorrer.
A biópsia da artéria temporal é o padrão-ouro para o diagnóstico, revelando inflamação granulomatosa com células gigantes, fragmentação da lâmina elástica interna e espessamento da íntima. No entanto, o tratamento com corticosteroides não deve ser atrasado enquanto se aguarda a biópsia.
A elevação da velocidade de hemossedimentação (VHS) é um marcador inflamatório quase sempre presente e muito elevado na arterite temporal, sendo um critério diagnóstico e um indicador da atividade da doença. Um VHS normal, embora raro, não exclui completamente o diagnóstico.
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