ENARE/ENAMED — Prova 2022
Em relação à arterite temporal (ou arterite de células gigantes), é correto afirmar que
Arterite Temporal > 50 anos, risco perda visual, tratamento glicocorticoides altas doses.
A arterite temporal, ou arterite de células gigantes, é uma vasculite sistêmica que quase nunca ocorre antes dos 50 anos de idade, sendo mais comum em idosos. É crucial o diagnóstico e tratamento precoce com glicocorticoides em altas doses para prevenir complicações graves, como a perda visual permanente, que é uma das mais temidas.
A arterite temporal, também conhecida como arterite de células gigantes (ACG), é uma vasculite sistêmica granulomatosa que afeta artérias de médio e grande calibre, predominantemente ramos da artéria carótida externa, como a artéria temporal. É a vasculite mais comum em adultos e tem uma epidemiologia bem definida: quase exclusivamente afeta indivíduos com mais de 50 anos, sendo mais prevalente em mulheres e em populações de ascendência europeia. A apresentação clínica é variada, mas classicamente inclui cefaleia temporal unilateral, claudicação mandibular, sensibilidade no couro cabeludo e sintomas constitucionais como febre e perda de peso. A complicação mais temida é a perda visual permanente, que ocorre devido à isquemia do nervo óptico causada pelo acometimento das artérias ciliares posteriores. O diagnóstico é baseado na clínica, exames laboratoriais (VHS e PCR elevados) e confirmado por biópsia da artéria temporal, que revela inflamação granulomatosa com células gigantes. O tratamento da arterite temporal é uma emergência médica. Glicocorticoides em altas doses (como prednisona oral ou metilprednisolona intravenosa em casos de perda visual iminente) devem ser iniciados imediatamente após a suspeita clínica, mesmo antes da confirmação histopatológica, para prevenir a cegueira. O uso de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) não é eficaz para o tratamento da inflamação sistêmica e não previne as complicações graves da doença.
Os sintomas incluem cefaleia temporal unilateral, dor à mastigação (claudicação mandibular), sensibilidade no couro cabeludo, febre, mal-estar e, mais gravemente, amaurose fugaz ou perda visual súbita.
O tratamento de primeira linha são os glicocorticoides em altas doses (ex: prednisona 1 mg/kg/dia ou pulsoterapia com metilprednisolona em casos graves), iniciados imediatamente após a suspeita clínica para prevenir a perda visual.
A biópsia é o padrão ouro para confirmar o diagnóstico, mas o tratamento com glicocorticoides não deve ser postergado enquanto se aguarda o procedimento ou o resultado, devido ao risco iminente e irreversível de cegueira.
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