Arterite Temporal: Diagnóstico, Tratamento e Novas Terapias

Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024

Enunciado

Mulher de 58 anos queixa-se de dor de cabeça intensa de início recente, dor na mandíbula ao mastigar e sensibilidade na artéria temporal. O exame laboratorial mostra velocidade de hemossedimentação (VHS) de 80 mm/hora. Em relação à principal hipótese diagnóstica dessa condição, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) a melhora clínica com tratamento adequado geralmente demora várias semanas.
  2. B) a terapia anti-interleucina-6 demonstrou ser benéfica nesta condição.
  3. C) a doença é igualmente comum em pacientes com menos e mais de 50 anos de idade.
  4. D) a normalização da VHS é um indicador confiável da resposta ao tratamento.
  5. E) corticosteroides não devem ser administrados até que a biópsia confirme o diagnóstico.

Pérola Clínica

Arterite temporal: cefaleia + claudicação mandibular + sensibilidade temporal + VHS ↑. Tocilizumabe (anti-IL-6) é opção terapêutica.

Resumo-Chave

A arterite temporal (arterite de células gigantes) é uma vasculite de grandes vasos que afeta principalmente a artéria temporal. O diagnóstico é clínico-laboratorial (VHS/PCR elevadas) e confirmado por biópsia. O tratamento com corticosteroides é urgente para prevenir cegueira, e o tocilizumabe (anti-IL-6) é uma terapia poupadora de corticoide.

Contexto Educacional

A arterite temporal, também conhecida como arterite de células gigantes, é uma vasculite sistêmica granulomatosa que afeta predominantemente artérias de médio e grande calibre, especialmente os ramos da artéria carótida externa, como a artéria temporal. É mais comum em indivíduos com mais de 50 anos e pode levar a complicações graves, como cegueira irreversível, se não tratada prontamente. O diagnóstico da arterite temporal é baseado em critérios clínicos, como cefaleia de início recente, claudicação mandibular, sensibilidade da artéria temporal e alterações visuais, associados a marcadores inflamatórios elevados (VHS e PCR). A biópsia da artéria temporal é o exame confirmatório, mas o tratamento não deve ser atrasado. A fisiopatologia envolve uma resposta imune mediada por células T e citocinas, como a IL-6, que promovem a inflamação vascular. O tratamento de primeira linha são os corticosteroides em altas doses, que devem ser iniciados imediatamente após a suspeita clínica para prevenir a perda de visão. A terapia anti-interleucina-6, com tocilizumabe, tem se mostrado uma opção eficaz para induzir e manter a remissão, permitindo a redução da dose de corticosteroides e minimizando seus efeitos adversos a longo prazo. O monitoramento da VHS e PCR é útil para avaliar a resposta ao tratamento, mas a melhora clínica é o principal indicador.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da arterite temporal?

Os sintomas clássicos incluem cefaleia de início recente, dor na mandíbula ao mastigar (claudicação mandibular), sensibilidade no couro cabeludo, especialmente na região temporal, e alterações visuais como amaurose fugaz ou perda súbita da visão.

Por que a biópsia da artéria temporal é importante no diagnóstico?

A biópsia da artéria temporal é o padrão-ouro para confirmar o diagnóstico de arterite temporal, revelando inflamação granulomatosa com células gigantes. No entanto, o tratamento com corticosteroides deve ser iniciado imediatamente após a suspeita clínica, sem aguardar o resultado da biópsia, devido ao risco de cegueira.

Qual o papel do tocilizumabe no tratamento da arterite temporal?

O tocilizumabe, um anticorpo monoclonal anti-interleucina-6 (IL-6), demonstrou ser eficaz na arterite temporal, permitindo a redução da dose de corticosteroides e prolongando a remissão. É uma opção para pacientes que não respondem adequadamente ou que necessitam de doses elevadas de corticoide por tempo prolongado.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo