SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2021
São características clínicas associadas à Arterite Temporal, EXCETO:
Arterite Temporal: >50 anos, mulheres, VHS ↑, cefaleia piora com frio ou toque, risco cegueira.
A cefaleia na arterite temporal é tipicamente nova, localizada, pulsátil ou contínua, e pode ser agravada pelo frio ou toque no couro cabeludo, não melhorando com a exposição ao frio. A cegueira é uma complicação grave e irreversível se não tratada rapidamente.
A Arterite Temporal, também conhecida como Arterite de Células Gigantes, é uma vasculite sistêmica granulomatosa que afeta artérias de médio e grande calibre, principalmente ramos da artéria carótida externa, como a artéria temporal. É mais comum em indivíduos com mais de 50 anos, especialmente mulheres, e tem uma incidência crescente com a idade. A suspeita clínica é crucial devido ao risco de complicações graves. A fisiopatologia envolve uma resposta inflamatória mediada por células T e macrófagos na parede dos vasos, levando a estenose e oclusão. O diagnóstico é baseado em critérios clínicos, laboratoriais (VHS e PCR elevados) e confirmado por biópsia da artéria temporal. A cefaleia é o sintoma mais comum, mas a claudicação mandibular, amaurose fugaz e polimialgia reumática associada são importantes. O tratamento deve ser iniciado imediatamente com corticosteroides em altas doses (prednisona ou metilprednisolona) para prevenir a cegueira. A duração do tratamento é prolongada, com desmame gradual, e pode-se considerar agentes poupadores de corticoides em casos refratários ou com efeitos adversos significativos. O prognóstico é bom com tratamento adequado, mas a cegueira pode ser irreversível se não houver intervenção precoce.
Os principais sinais incluem cefaleia nova e persistente, dor à mastigação (claudicação mandibular), sensibilidade no couro cabeludo, perda visual súbita e sintomas constitucionais como febre e perda de peso.
A VHS está geralmente muito elevada na Arterite Temporal, sendo um marcador inflamatório importante que, junto com a proteína C reativa, auxilia na suspeita diagnóstica e monitoramento da resposta ao tratamento.
A complicação mais temida é a cegueira irreversível, que pode ocorrer em um ou ambos os olhos devido à isquemia do nervo óptico. Outras complicações incluem acidente vascular cerebral e aneurisma de aorta.
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