HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2023
Sobre a arterite de Takayasu, é correto afirmar que:
Arterite de Takayasu: vasculite de grandes vasos, tratamento inicial com glicocorticoides, metotrexato para refratários.
A Arterite de Takayasu é uma vasculite granulomatosa crônica que afeta principalmente a aorta e seus grandes ramos. É mais comum em mulheres jovens e adolescentes. O tratamento inicial é com glicocorticoides, e em casos refratários ou para poupar esteroides, imunossupressores como o metotrexato são utilizados.
A Arterite de Takayasu é uma vasculite granulomatosa crônica que afeta principalmente a aorta e seus principais ramos, bem como as artérias pulmonares. É considerada uma vasculite de grandes vasos e é mais prevalente em mulheres jovens e adolescentes, especialmente de origem asiática. A doença é caracterizada por um processo inflamatório que leva à estenose, oclusão, dilatação ou formação de aneurismas nas artérias afetadas, resultando em isquemia dos órgãos supridos. O diagnóstico da Arterite de Takayasu baseia-se em critérios clínicos, laboratoriais (elevação de VHS e PCR) e de imagem (angiografia por TC, RM ou convencional), que demonstram as alterações arteriais. Os sintomas podem ser inespecíficos na fase inflamatória inicial (febre, mal-estar, perda de peso) e posteriormente manifestações isquêmicas como claudicação de membros, assimetria de pulsos e pressão arterial, sopros arteriais e hipertensão renovascular. O tratamento visa controlar a inflamação e prevenir a progressão do dano vascular. Glicocorticoides são a terapia de primeira linha para induzir a remissão. Em casos de doença refratária, intolerância aos esteroides ou para poupar a dose de corticoides, imunossupressores como metotrexato, azatioprina ou agentes biológicos (anti-TNF, anti-IL6) são empregados. A cirurgia ou angioplastia podem ser necessárias para tratar estenoses ou aneurismas significativos.
A Arterite de Takayasu é caracterizada por sintomas sistêmicos (febre, mal-estar) e isquêmicos devido à estenose ou oclusão arterial, como claudicação de membros, assimetria de pulsos e pressão arterial, e sopros arteriais.
O tratamento de primeira linha consiste em glicocorticoides em altas doses para controlar a inflamação. A dose é gradualmente reduzida após a remissão clínica e laboratorial.
Imunossupressores como o metotrexato são indicados em casos refratários aos glicocorticoides, para permitir a redução da dose de esteroides (poupadores de corticoides) ou em pacientes com recaídas frequentes.
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