SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2025
Doença sem etiologia definida, mais frequente em mulheres jovens, compromete a aorta e seus ramos, cursando com estenoses e oclusão de troncos supraaórticos, que podem levar a sintomas isquêmico no território carotídeo vertebrobasilar e de membros superiores. Esta descrição refere-se à:
Arterite de Takayasu = vasculite granulomatosa de grandes vasos (aorta e ramos) em mulheres jovens, cursando com estenoses e oclusões → isquemia.
A Arterite de Takayasu é uma vasculite crônica granulomatosa que afeta a aorta e seus principais ramos, sendo mais comum em mulheres jovens. Caracteriza-se por inflamação da parede vascular, levando a estenoses, oclusões, dilatações ou aneurismas, resultando em sintomas isquêmicos nos territórios afetados, como membros superiores e sistema nervoso central.
A Arterite de Takayasu é uma vasculite granulomatosa crônica que afeta preferencialmente a aorta e seus principais ramos, bem como as artérias pulmonares. É mais comum em mulheres jovens, geralmente com idade inferior a 40 anos, e tem uma distribuição global, embora seja mais prevalente na Ásia. A etiologia é desconhecida, mas acredita-se que fatores genéticos e imunológicos desempenhem um papel. A doença é caracterizada por inflamação da parede vascular, levando a espessamento, estenose, oclusão, dilatação ou formação de aneurismas, resultando em isquemia nos territórios irrigados pelos vasos afetados. As manifestações clínicas da Arterite de Takayasu são diversas e podem ser divididas em fases. A fase inicial, ou pré-oclusiva, pode apresentar sintomas sistêmicos inespecíficos como febre, mal-estar, perda de peso, artralgia e mialgia. Na fase oclusiva, surgem os sintomas isquêmicos específicos, como claudicação de membros superiores, assimetria de pulsos e pressão arterial, sopros vasculares, hipertensão arterial (devido ao acometimento das artérias renais) e sintomas neurológicos (tontura, síncope, AVC). O diagnóstico é feito pela combinação de critérios clínicos e exames de imagem que demonstram as alterações vasculares características. O tratamento da Arterite de Takayasu visa suprimir a inflamação e preservar a função vascular. Corticosteroides são a terapia de primeira linha, muitas vezes associados a agentes imunossupressores poupadores de corticoides. Em casos de doença refratária ou grave, agentes biológicos podem ser utilizados. Intervenções cirúrgicas ou endovasculares são indicadas para tratar estenoses significativas ou aneurismas que comprometem o fluxo sanguíneo ou representam risco de ruptura. O acompanhamento a longo prazo é essencial para monitorar a atividade da doença e prevenir complicações.
As manifestações clínicas da Arterite de Takayasu são variadas e dependem dos vasos afetados. Incluem sintomas sistêmicos (febre, mal-estar, perda de peso), claudicação de membros superiores, diferenças de pressão arterial entre os braços, pulsos diminuídos ou ausentes ('doença do pulso sem pulso'), sopros vasculares, sintomas neurológicos (AVC, AIT) e hipertensão renovascular.
O diagnóstico da Arterite de Takayasu é baseado em critérios clínicos e exames de imagem. A angiografia (ressonância magnética, tomografia ou convencional) é fundamental para demonstrar as estenoses, oclusões, dilatações ou aneurismas característicos da aorta e seus ramos. Exames laboratoriais podem mostrar marcadores inflamatórios elevados (VHS, PCR).
O tratamento da Arterite de Takayasu visa controlar a inflamação e prevenir a progressão do dano vascular. Corticosteroides são a base do tratamento, frequentemente combinados com imunossupressores (como metotrexato ou azatioprina) para permitir a redução da dose de corticoides. Em casos de estenoses graves ou oclusões, intervenções cirúrgicas ou endovasculares (angioplastia, bypass) podem ser necessárias.
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