Arterite de Células Gigantes: Diagnóstico e Fatores de Risco

SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2021

Enunciado

Quanto à arterite de células gigantes, é INCORRETO afirmar que:

Alternativas

  1. A) apresenta taxa de sedimentação de eritrócitos (ESR) acentuadamente elevada
  2. B) ocorre principalmente em pacientes com mais de 50 anos de idade
  3. C) é particularmente comum em afro-americanos
  4. D) há rigidez simétrica matinal

Pérola Clínica

Arterite de Células Gigantes (ACG) → Mais comum em caucasianos > 50 anos, com VHS/PCR ↑. NÃO comum em afro-americanos.

Resumo-Chave

A arterite de células gigantes (ACG) é uma vasculite de grandes vasos que afeta principalmente indivíduos com mais de 50 anos, sendo mais prevalente em caucasianos. Caracteriza-se por inflamação arterial, com elevação acentuada de marcadores inflamatórios como VHS e PCR, e frequentemente coexiste com polimialgia reumática.

Contexto Educacional

A arterite de células gigantes (ACG), também conhecida como arterite temporal, é uma vasculite sistêmica granulomatosa que afeta predominantemente artérias de médio e grande calibre, especialmente os ramos da artéria carótida externa, como a artéria temporal. É a vasculite mais comum em adultos com mais de 50 anos, com uma incidência que aumenta com a idade, sendo rara antes dos 50 anos. A ACG é mais prevalente em populações de ascendência caucásica, particularmente do norte da Europa e escandinava, e é notavelmente menos comum em indivíduos de origem africana ou asiática. A apresentação clínica da ACG é variada, mas tipicamente inclui cefaleia de início recente ou alterada, claudicação mandibular, sensibilidade no couro cabeludo e sintomas visuais como amaurose fugaz ou perda visual súbita e irreversível, que é a complicação mais temida. Sintomas sistêmicos como febre, fadiga, perda de peso e anorexia são frequentes. Laboratorialmente, a ACG é caracterizada por uma elevação acentuada da taxa de sedimentação de eritrócitos (VHS) e da proteína C reativa (PCR), que são marcadores inflamatórios importantes. A polimialgia reumática, caracterizada por dor e rigidez simétrica nos ombros e quadris, coexiste em aproximadamente metade dos pacientes com ACG. O diagnóstico da ACG é baseado na combinação de achados clínicos, laboratoriais e, idealmente, na biópsia da artéria temporal. O tratamento deve ser iniciado imediatamente com altas doses de corticosteroides (geralmente prednisona), mesmo antes da confirmação histopatológica, para prevenir a perda visual. A terapia imunossupressora, como o tocilizumabe, pode ser considerada em casos refratários ou para reduzir a dose de corticosteroide. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas a vigilância para recaídas e complicações é essencial.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da arterite de células gigantes?

Os sintomas clássicos incluem cefaleia temporal unilateral, dor à mastigação (claudicação mandibular), sensibilidade no couro cabeludo e, em casos graves, perda visual súbita e irreversível. Sintomas sistêmicos como febre e perda de peso também são comuns.

Qual a relação entre arterite de células gigantes e polimialgia reumática?

A polimialgia reumática (PMR) é uma síndrome inflamatória que causa dor e rigidez nos ombros e quadris, e coexiste em cerca de 50% dos pacientes com ACG. A presença de PMR deve levantar a suspeita de ACG.

Por que a biópsia da artéria temporal é importante na ACG?

A biópsia da artéria temporal é o padrão-ouro para o diagnóstico de ACG, revelando inflamação granulomatosa com células gigantes. No entanto, o tratamento com corticosteroides não deve ser atrasado enquanto se aguarda a biópsia, devido ao risco de perda visual.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo