CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2023
Homem, 85 anos, refere perda visual súbita, unilateral, precedida de obscurecimento visual transitório e associada a dificuldade de mastigação. Os exames laboratoriais revelaram velocidade de hemossedimentação e proteína C reativa elevados. Considerando o diagnóstico mais provável, qual das retinografias abaixo melhor representa o aspecto esperado do nervo óptico na fase aguda da doença?
Perda visual súbita + Claudicação de mandíbula + ↑VHS/PCR = Arterite de Células Gigantes.
A Arterite de Células Gigantes (ACG) causa isquemia da cabeça do nervo óptico (NOIA-A). O achado clássico é um edema de disco pálido (chalky white) associado a marcadores inflamatórios muito altos.
A Arterite de Células Gigantes é uma vasculite de vasos de médio e grande calibre que afeta predominantemente idosos. A complicação oftalmológica mais grave é a NOIA-A, causada pela oclusão das artérias ciliares posteriores curtas. O diagnóstico é clínico-laboratorial (VHS e PCR elevados) e confirmado por biópsia, mas a terapia imunossupressora é uma emergência médica para prevenir a cegueira bilateral.
Os pacientes frequentemente apresentam cefaleia de início recente, claudicação de mandíbula (dor ao mastigar), hipersensibilidade do couro cabeludo, polimialgia reumática, febre e perda de peso.
Na fase aguda, observa-se um edema de disco óptico pálido (aspecto 'branco-giz'), muitas vezes difuso, podendo apresentar hemorragias peridiscais em chama de vela e manchas algodonosas.
A conduta é a internação para pulsoterapia com metilprednisolona intravenosa (1g/dia por 3 dias) seguida de prednisona oral, visando proteger o olho contralateral.
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