PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2015
Assinale a alternativa que apresenta o conjunto de achados clínicos e laboratoriais que mais favorece o diagnóstico de arterite de células gigantes, em pacientes com febre prolongada de origem indeterminada:
ACG: >50 anos, ↑ PCR/VHS, cefaleia, dor à mastigação, hipersensibilidade couro cabeludo, úlcera lingual, associação com Polimialgia Reumática.
A arterite de células gigantes (ACG) é uma vasculite de grandes e médios vasos que afeta predominantemente indivíduos com mais de 50 anos, com predileção por mulheres. Caracteriza-se por intensa inflamação, refletida por marcadores inflamatórios muito elevados, e pode apresentar sintomas isquêmicos como dor à mastigação e úlceras. A associação com polimialgia reumática é comum.
A arterite de células gigantes (ACG), também conhecida como arterite temporal, é a vasculite sistêmica mais comum em adultos, afetando predominantemente indivíduos com mais de 50 anos, com uma incidência maior em mulheres. Caracteriza-se pela inflamação granulomatosa de grandes e médios vasos, especialmente ramos da artéria carótida externa, como a artéria temporal, e vasos que suprem o nervo óptico. É uma causa importante de febre de origem indeterminada em idosos. O diagnóstico da ACG é baseado em uma combinação de achados clínicos, laboratoriais e histopatológicos. Os sintomas incluem cefaleia de novo início, dor à mastigação (claudicação mandibular), hipersensibilidade do couro cabeludo, perda visual súbita e sintomas constitucionais como febre, perda de peso e fadiga. Laboratorialmente, há elevação acentuada da velocidade de hemossedimentação (VHS) e da proteína C reativa (PCR), além de trombocitose. A biópsia da artéria temporal é o padrão-ouro para confirmação, mas o tratamento não deve ser atrasado enquanto se aguarda o resultado. O tratamento da ACG é uma emergência médica devido ao risco de cegueira irreversível. Consiste principalmente em altas doses de corticosteroides, que devem ser iniciados imediatamente após a suspeita diagnóstica. A duração do tratamento é prolongada, e a dose é gradualmente reduzida. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas a vigilância para recaídas e complicações aórticas é essencial.
Os critérios incluem idade > 50 anos, nova cefaleia, anormalidade da artéria temporal ao exame físico (sensibilidade, diminuição do pulso), VHS elevada e biópsia de artéria temporal com vasculite granulomatosa. Dor à mastigação e sintomas de polimialgia reumática são achados clínicos importantes.
A polimialgia reumática (PMR) é uma síndrome inflamatória que causa dor e rigidez nas cinturas escapular e pélvica, e está intimamente associada à ACG. Cerca de 50% dos pacientes com ACG têm PMR, e 15-20% dos pacientes com PMR desenvolvem ACG.
A complicação mais temida é a cegueira irreversível, causada por isquemia do nervo óptico devido à vasculite. Outras complicações incluem acidente vascular cerebral, aneurismas de aorta e dissecção aórtica. O tratamento precoce com corticosteroides é crucial para prevenir essas sequelas.
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