MedEvo Simulado — Prova 2025
Paciente masculino, 72 anos, procura o pronto-socorro com quadro de cefaleia holocraniana de forte intensidade, com início há 48 horas. Relata que a dor é pulsátil e se irradia para a região temporal direita, que se encontra bastante sensível à palpação. Associa à queixa dor e fadiga na mandíbula ao mastigar alimentos mais sólidos e episódios de amaurose fugaz no olho direito. Nega febre ou outros sintomas sistêmicos. Ao exame físico, apresenta-se consciente e orientado, com dor à palpação da artéria temporal direita. Os demais achados são inespecíficos. Qual é o diagnóstico mais provável?
Idoso > 50a com cefaleia temporal, claudicação de mandíbula, amaurose fugaz, dor à palpação temporal → Arterite Temporal.
A Arterite de Células Gigantes (Arterite Temporal) é uma vasculite sistêmica que afeta grandes e médias artérias, predominantemente em indivíduos com mais de 50 anos. A tríade clássica de cefaleia temporal, claudicação de mandíbula e amaurose fugaz (ou perda visual súbita) é altamente sugestiva, e a dor à palpação da artéria temporal é um achado chave. O diagnóstico e tratamento precoces são cruciais para prevenir a cegueira irreversível.
A Arterite de Células Gigantes (ACG), também conhecida como Arterite Temporal, é uma vasculite sistêmica granulomatosa que afeta artérias de médio e grande calibre, principalmente ramos da artéria carótida externa, como a artéria temporal. É a vasculite mais comum em adultos, com incidência que aumenta significativamente após os 50 anos, sendo mais prevalente em mulheres e indivíduos de ascendência europeia. A importância clínica reside no risco de complicações isquêmicas graves, especialmente a perda visual irreversível. A fisiopatologia envolve uma resposta inflamatória mediada por células T e macrófagos na parede arterial, levando a espessamento da íntima, estenose luminal e trombose. Os sintomas clássicos incluem uma nova cefaleia, geralmente temporal, que pode ser pulsátil e sensível à palpação. Outros sintomas-chave são a claudicação de mandíbula (dor ao mastigar), dor no couro cabeludo, e sintomas visuais como amaurose fugaz ou diplopia, que podem progredir para perda visual permanente devido à neuropatia óptica isquêmica anterior. Sintomas sistêmicos como febre, mal-estar e perda de peso também podem estar presentes. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado nos sintomas e achados do exame físico, como a artéria temporal dolorosa, espessada ou com pulso diminuído. Exames laboratoriais frequentemente mostram elevação acentuada da velocidade de hemossedimentação (VHS) e da proteína C reativa (PCR). A biópsia da artéria temporal é o padrão-ouro para confirmação, mas o tratamento com altas doses de corticosteroides (prednisona) deve ser iniciado imediatamente se houver alta suspeita clínica, sem aguardar a biópsia, para prevenir a cegueira. O prognóstico é bom com tratamento adequado, mas a doença pode ter um curso crônico e exigir monitoramento contínuo.
Os sintomas mais comuns incluem cefaleia unilateral ou bilateral (geralmente temporal), dor e fadiga na mandíbula ao mastigar (claudicação de mandíbula), sensibilidade no couro cabeludo, e sintomas visuais como amaurose fugaz ou perda visual súbita.
A amaurose fugaz (perda visual transitória) é um sintoma de alerta crucial, pois indica isquemia da artéria oftálmica e pode preceder a perda visual permanente. O tratamento imediato com corticosteroides é essencial para prevenir a cegueira.
O diagnóstico definitivo é feito pela biópsia da artéria temporal, que revela inflamação granulomatosa com células gigantes. No entanto, o tratamento com corticosteroides não deve ser atrasado enquanto se aguarda a biópsia, devido ao risco de cegueira.
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