ENARE/ENAMED — Prova 2025
Um senhor de 82 anos comparece à consulta queixando-se de uma cefaleia de início recente. HAS controlada com IECA. Exame físico sem particularidades, exceto por espessamento da artéria temporal à palpação.Nesse contexto:
Arterite temporal: cefaleia >50 anos + espessamento artéria temporal → VHS/PCR ↑.
A arterite de células gigantes (arterite temporal) é uma vasculite de grandes vasos que afeta principalmente idosos. A suspeita clínica é crucial, e marcadores inflamatórios como VHS e PCR são essenciais para o diagnóstico, sendo o VHS > 100 mm/h um forte indicativo.
A arterite de células gigantes (ACG), também conhecida como arterite temporal, é uma vasculite sistêmica de grandes vasos que afeta principalmente indivíduos com mais de 50 anos. Caracteriza-se pela inflamação granulomatosa das artérias de médio e grande calibre, especialmente os ramos da artéria carótida externa, como a artéria temporal. Sua importância clínica reside no risco de complicações graves, como cegueira irreversível devido à arterite da artéria oftálmica e acidente vascular cerebral. O diagnóstico da ACG baseia-se na suspeita clínica, que inclui cefaleia de início recente, dor à palpação da artéria temporal, claudicação mandibular e sintomas constitucionais. A elevação dos marcadores inflamatórios, como a velocidade de hemossedimentação (VHS) e a proteína C reativa (PCR), é um achado comum e crucial para a investigação. Um VHS acima de 100 mm/h é altamente sugestivo, mas a biópsia da artéria temporal continua sendo o padrão-ouro para a confirmação histopatológica. O tratamento da ACG é uma emergência médica devido ao risco de perda visual. Corticosteroides em altas doses devem ser iniciados imediatamente após a suspeita clínica, mesmo antes da biópsia, para prevenir complicações isquêmicas. O prognóstico é geralmente bom com o tratamento adequado, mas a doença pode exigir terapia prolongada e monitoramento para recaídas e efeitos adversos dos corticoides.
Os principais sintomas incluem cefaleia de início recente em idosos, dor na mastigação (claudicação mandibular), sensibilidade no couro cabeludo e, em casos graves, perda visual súbita.
VHS e PCR são marcadores inflamatórios que estão frequentemente elevados na arterite temporal. Um VHS > 100 mm/h é um forte indicativo, mas valores normais não excluem completamente o diagnóstico.
A biópsia da artéria temporal é o padrão-ouro para o diagnóstico confirmatório, revelando inflamação granulomatosa. No entanto, o tratamento com corticoides não deve ser atrasado enquanto se aguarda a biópsia.
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