CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2020
Das indicações de realização de arteriografia de extremidades podemos citar, EXCETO:
Arteriografia de extremidades: indicada para estenoses, malformações, vasculites e controle pós-cirúrgico, NÃO para ausência de pulsos em hígidos.
A arteriografia é um exame invasivo com riscos, reservado para situações onde a informação diagnóstica ou terapêutica é essencial e outros métodos menos invasivos (como ultrassom Doppler) foram insuficientes ou contraindicados. A ausência de pulsos em paciente hígido geralmente não justifica um procedimento tão invasivo sem outras evidências de doença vascular.
A arteriografia de extremidades é um procedimento diagnóstico invasivo que utiliza contraste radiopaco para visualizar as artérias e identificar anormalidades como estenoses, oclusões, aneurismas, malformações e vasculites. Embora seja um exame de alta resolução, sua natureza invasiva e os riscos associados (reação ao contraste, sangramento, lesão vascular, nefropatia induzida por contraste) limitam suas indicações, sendo geralmente reservada para situações onde outros métodos não invasivos foram inconclusivos ou quando há planejamento de intervenção terapêutica. As indicações clássicas para arteriografia incluem a avaliação pré-operatória para revascularização, controle pós-cirúrgico de enxertos ou stents, diagnóstico de vasculites e malformações vasculares complexas, e investigação de isquemia crítica de membros. No entanto, a ausência isolada de pulsos palpáveis em um paciente hígido, sem outros sinais ou sintomas de doença arterial, não justifica a realização imediata de uma arteriografia, devendo-se primeiro realizar uma avaliação clínica completa e exames não invasivos. É crucial que o residente compreenda a hierarquia dos exames diagnósticos em doenças vasculares. O ultrassom Doppler é frequentemente a primeira linha para triagem e diagnóstico inicial, seguido por angio-TC ou angio-RM para um mapeamento mais detalhado. A arteriografia é geralmente reservada para casos onde há necessidade de confirmação diagnóstica antes de uma intervenção, ou quando a intervenção (angioplastia, embolização) pode ser realizada no mesmo tempo do diagnóstico.
As principais indicações incluem a investigação de estenoses arteriais, o diagnóstico diferencial de vasculites e malformações vasculares, e o controle pós-procedimentos cirúrgicos vasculares para avaliar a patência e possíveis complicações.
Em um paciente hígido, a ausência de pulsos palpáveis pode ser um achado normal ou requerer investigação inicial com métodos não invasivos, como o ultrassom Doppler, antes de considerar um procedimento invasivo como a arteriografia, que possui riscos associados.
Exames como o ultrassom Doppler arterial, o índice tornozelo-braquial (ITB) e a angiotomografia (Angio-TC) ou angiorressonância (Angio-RM) são frequentemente utilizados como métodos não invasivos para avaliar a circulação arterial antes de considerar a arteriografia.
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