FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2020
Sob certas circunstâncias, a artéria testicular pode ser ligada sem que comprometa e sacrifique os testículos. Isso é possível devido à circulação colateral assegurada pelos seguintes vasos:
Ligadura artéria testicular → testículo preservado por circulação colateral das artérias cremastérica e deferencial.
A artéria testicular é a principal fonte de suprimento sanguíneo para o testículo, mas a rica rede de circulação colateral, especialmente pelas artérias cremastérica e deferencial, permite que o testículo seja preservado mesmo após a ligadura da artéria testicular, um conhecimento importante em cirurgias como a orquiectomia ou varicocelectomia.
A vascularização do testículo é complexa e crucial para sua função. A artéria testicular, ramo direto da aorta abdominal, é a principal responsável pelo suprimento sanguíneo. No entanto, o testículo possui uma notável capacidade de manter sua viabilidade através de uma rica circulação colateral, um conhecimento fundamental para cirurgiões urologistas e gerais. Essa circulação colateral é assegurada principalmente por dois vasos: a artéria cremastérica, que é um ramo da artéria epigástrica inferior, e a artéria deferencial, que se origina da artéria vesical inferior. Essas artérias formam anastomoses com a artéria testicular, criando uma rede de segurança que pode suprir o testículo em caso de ligadura ou oclusão da artéria testicular principal. Na prática clínica, essa característica anatômica é relevante em procedimentos cirúrgicos. Por exemplo, em algumas técnicas de varicocelectomia ou em casos de orquiectomia por trauma ou tumor, a ligadura da artéria testicular pode ser realizada sem necessariamente levar à isquemia ou necrose do testículo remanescente, desde que a circulação colateral esteja íntegra.
O testículo é primariamente suprido pela artéria testicular, mas também recebe contribuições importantes das artérias cremastérica (ramo da epigástrica inferior) e deferencial (ramo da vesical inferior).
A ligadura da artéria testicular pode ser realizada em procedimentos como a orquiectomia radical (em casos de tumor), varicocelectomia (em algumas técnicas) ou em cirurgias de correção de torção testicular com necrose irreversível.
As artérias cremastérica e deferencial formam anastomoses com a artéria testicular dentro do cordão espermático e no testículo, criando uma rede que pode manter o suprimento sanguíneo adequado mesmo se a artéria testicular principal for ocluída.
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