Origem da Artéria Ovariana: Anatomia Vascular para Residência

SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024

Enunciado

As artérias ovarianas, responsáveis pelo suprimento arterial dos ovários, são habitualmente ramos da:

Alternativas

  1. A) artéria aorta
  2. B) artéria renal
  3. C) artéria hipogástrica
  4. D) artéria ilíaca interna

Pérola Clínica

Artérias ovarianas originam-se da Aorta Abdominal (nível L2), logo abaixo das artérias renais.

Resumo-Chave

Diferente da artéria uterina (ramo da ilíaca interna), as ovarianas nascem diretamente da aorta abdominal, refletindo a descida embriológica das gônadas a partir do retroperitônio superior.

Contexto Educacional

O conhecimento da anatomia vascular pélvica é fundamental para a prática cirúrgica ginecológica. As artérias ovarianas são ramos viscerais pares da aorta abdominal. Elas seguem um trajeto longo e descendente, acompanhadas pelas veias ovarianas (sendo que a veia ovariana direita drena para a veia cava inferior e a esquerda para a veia renal esquerda). Clinicamente, essa origem aórtica explica por que patologias no abdome superior podem repercutir na vascularização gonadal e vice-versa. Além disso, a rica anastomose entre a artéria ovariana e a artéria uterina (ramo da ilíaca interna) garante uma circulação colateral robusta, o que é vital durante a gestação ou em casos de embolização das artérias uterinas para tratamento de miomas.

Perguntas Frequentes

Em qual nível da aorta abdominal as artérias ovarianas se originam?

As artérias ovarianas, que são as artérias gonadais femininas, originam-se da face anterior da aorta abdominal, tipicamente ao nível da vértebra L2. Esta origem situa-se logo abaixo da emergência das artérias renais e acima da artéria mesentérica inferior. Essa localização alta no abdome é uma evidência da origem embriológica dos ovários, que se desenvolvem na crista gonadal retroperitoneal superior antes de descenderem para a pelve.

Qual o trajeto da artéria ovariana até o ovário?

Após originar-se da aorta, a artéria ovariana desce pelo retroperitônio, cruzando anteriormente o ureter e os vasos ilíacos externos. Ela entra na pelve através do ligamento suspensor do ovário (também conhecido como ligamento infundíbulo-pélvico). Ao atingir o mesovário, ela se ramifica para suprir o ovário e também emite ramos que se anastomosam com a artéria uterina, formando um arco vascular importante para a viabilidade dos órgãos pélvicos.

Qual a importância cirúrgica da artéria ovariana na ooforectomia?

Durante uma ooforectomia ou salpingo-ooforectomia, o ligamento suspensor do ovário deve ser ligado e seccionado para isolar o suprimento sanguíneo ovariano. Como a artéria ovariana e as veias acompanhantes (plexo pampiniforme) estão contidas nesse ligamento, o cirurgião deve ter cautela extrema devido à proximidade com o ureter, que cruza pélvicamente logo abaixo desses vasos. A identificação precisa do ureter é mandatória antes da clipagem da artéria ovariana para evitar lesões iatrogênicas.

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