SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
As artérias ovarianas, responsáveis pelo suprimento arterial dos ovários, são habitualmente ramos da:
Artérias ovarianas originam-se da Aorta Abdominal (nível L2), logo abaixo das artérias renais.
Diferente da artéria uterina (ramo da ilíaca interna), as ovarianas nascem diretamente da aorta abdominal, refletindo a descida embriológica das gônadas a partir do retroperitônio superior.
O conhecimento da anatomia vascular pélvica é fundamental para a prática cirúrgica ginecológica. As artérias ovarianas são ramos viscerais pares da aorta abdominal. Elas seguem um trajeto longo e descendente, acompanhadas pelas veias ovarianas (sendo que a veia ovariana direita drena para a veia cava inferior e a esquerda para a veia renal esquerda). Clinicamente, essa origem aórtica explica por que patologias no abdome superior podem repercutir na vascularização gonadal e vice-versa. Além disso, a rica anastomose entre a artéria ovariana e a artéria uterina (ramo da ilíaca interna) garante uma circulação colateral robusta, o que é vital durante a gestação ou em casos de embolização das artérias uterinas para tratamento de miomas.
As artérias ovarianas, que são as artérias gonadais femininas, originam-se da face anterior da aorta abdominal, tipicamente ao nível da vértebra L2. Esta origem situa-se logo abaixo da emergência das artérias renais e acima da artéria mesentérica inferior. Essa localização alta no abdome é uma evidência da origem embriológica dos ovários, que se desenvolvem na crista gonadal retroperitoneal superior antes de descenderem para a pelve.
Após originar-se da aorta, a artéria ovariana desce pelo retroperitônio, cruzando anteriormente o ureter e os vasos ilíacos externos. Ela entra na pelve através do ligamento suspensor do ovário (também conhecido como ligamento infundíbulo-pélvico). Ao atingir o mesovário, ela se ramifica para suprir o ovário e também emite ramos que se anastomosam com a artéria uterina, formando um arco vascular importante para a viabilidade dos órgãos pélvicos.
Durante uma ooforectomia ou salpingo-ooforectomia, o ligamento suspensor do ovário deve ser ligado e seccionado para isolar o suprimento sanguíneo ovariano. Como a artéria ovariana e as veias acompanhantes (plexo pampiniforme) estão contidas nesse ligamento, o cirurgião deve ter cautela extrema devido à proximidade com o ureter, que cruza pélvicamente logo abaixo desses vasos. A identificação precisa do ureter é mandatória antes da clipagem da artéria ovariana para evitar lesões iatrogênicas.
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