Anatomia da Artéria Comunicante Posterior e Correlações Clínicas

CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2016

Enunciado

Em relação à anatomia da artéria comunicante posterior, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) O aneurisma desta artéria é causa comum de paralisia do VI nervo craniano
  2. B) Origina-se do sifão carotídeo e comunica-se com a artéria cerebral posterior
  3. C) No interior do seio cavernoso, apresenta íntima relação com o III nervo craniano
  4. D) Comunica as duas artérias cerebrais anteriores e é local de formação de aneurisma

Pérola Clínica

A. Comunicante Posterior une Carótida Interna à Cerebral Posterior; Aneurisma → Paralisia do III par.

Resumo-Chave

A artéria comunicante posterior (PCoA) é o elo entre a circulação anterior e posterior, originando-se da carótida interna e terminando na artéria cerebral posterior.

Contexto Educacional

A artéria comunicante posterior é um componente crítico da circulação colateral cerebral. Anatomicamente, ela faz parte do sistema carotídeo, mas funcionalmente pode ser a principal fonte de suprimento para a artéria cerebral posterior em variantes anatômicas conhecidas como 'configuração fetal', onde a ACP se origina diretamente da carótida. Clinicamente, a PCoA é um dos locais mais comuns para a formação de aneurismas saculares. A paralisia do III par craniano com envolvimento pupilar (midríase) em um paciente com cefaleia súbita é um sinal de alerta clássico para um aneurisma de PCoA em expansão ou roto, exigindo investigação imediata com angiotomografia ou arteriografia cerebral.

Perguntas Frequentes

Onde se origina a artéria comunicante posterior?

A artéria comunicante posterior (PCoA) origina-se da face posterior da artéria carótida interna, especificamente no segmento comunicante (C7), logo após a emergência da artéria oftálmica e antes da bifurcação da carótida em cerebrais anterior e média. Ela cursa posteriormente para se anastomosar com a artéria cerebral posterior (ACP).

Qual a relação entre a PCoA e o III par craniano?

A PCoA corre paralelamente e superiormente ao nervo oculomotor (III par craniano). Devido a essa íntima relação anatômica na cisterna subaracnoidea, aneurismas que surgem na junção da carótida interna com a PCoA frequentemente comprimem o III par, resultando em ptose palpebral, midríase e oftalmoplegia.

Qual a função da PCoA no Polígono de Willis?

A função principal da PCoA é servir como uma via colateral de fluxo sanguíneo, permitindo a equalização de pressões e a perfusão de territórios cerebrais caso haja oclusão em um dos sistemas (carotídeo ou vertebrobasilar). Ela conecta a circulação anterior à posterior, fechando lateralmente o Polígono de Willis.

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