Artéria Cística: Origem e Relevância Cirúrgica

COC - Centro Oncológico de Cuiabá (MT) — Prova 2020

Enunciado

Durante uma cirurgia de colecistectomia laparotômica ou laparoscópica, é realizada a ligadura do ducto cístico e da artéria cística, sendo esta última normalmente originada a partir da sequência:

Alternativas

  1. A) Artéria hepática direita ? artéria hepática própria ? artéria hepática comum ? troco celíaco
  2. B) Artéria hepática esquerda ? artéria hepática própria ? artéria hepática comum ? tronco celíaco
  3. C) Artéria hepática direita ? artéria hepática comum ? artéria hepática própria ? tronco celíaco
  4. D) Artéria hepática comum ? artéria hepática própria ? tronco celíaco
  5. E) Artéria hepática própria ? artéria hepática comum ? artéria hepática esquerda ? tronco celíaco

Pérola Clínica

Artéria cística geralmente origina-se da artéria hepática direita, que é ramo da hepática própria, da hepática comum, do tronco celíaco.

Resumo-Chave

A artéria cística, responsável pela vascularização da vesícula biliar, tem sua origem mais comum na artéria hepática direita. Esta, por sua vez, é um ramo da artéria hepática própria, que se origina da artéria hepática comum, ramo do tronco celíaco. Conhecer essa sequência é crucial para a segurança em colecistectomias.

Contexto Educacional

A anatomia da vascularização biliar e hepática é um pilar da cirurgia geral, especialmente para procedimentos como a colecistectomia. A artéria cística, responsável pelo suprimento sanguíneo da vesícula biliar, possui uma origem que, embora classicamente descrita, apresenta variações anatômicas que o cirurgião deve estar ciente para evitar complicações. A sequência mais comum de origem da artéria cística é a partir da artéria hepática direita, que é um ramo da artéria hepática própria. Esta última se origina da artéria hepática comum, que por sua vez é um dos três ramos do tronco celíaco (junto com a artéria esplênica e a artéria gástrica esquerda). A identificação e ligadura seguras da artéria cística e do ducto cístico são passos críticos na colecistectomia, geralmente realizados dentro do triângulo de Calot. O domínio dessa anatomia é vital para a segurança do paciente, minimizando riscos de hemorragia, lesão de vias biliares ou isquemia hepática. A compreensão das variações anatômicas é igualmente importante, pois uma artéria cística anômala pode se originar de outras artérias, como a gastroduodenal ou a mesentérica superior, exigindo atenção redobrada do cirurgião.

Perguntas Frequentes

Qual a origem mais comum da artéria cística?

A artéria cística geralmente se origina da artéria hepática direita, que é um ramo da artéria hepática própria. Essa origem ocorre tipicamente dentro do triângulo hepatocístico (de Calot).

Por que é importante conhecer a anatomia da artéria cística em uma colecistectomia?

O conhecimento preciso da anatomia da artéria cística e suas variações é fundamental para evitar lesões vasculares inadvertidas durante a ligadura, prevenindo hemorragias ou isquemia de estruturas adjacentes durante a colecistectomia.

Quais são as principais artérias que compõem o suprimento arterial do fígado?

O fígado recebe suprimento arterial principalmente da artéria hepática própria, que se divide em artéria hepática direita e esquerda. A artéria hepática própria é um ramo da artéria hepática comum, que por sua vez se origina do tronco celíaco.

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