Anatomia da Artéria Cística: Origem e Relevância Cirúrgica

SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2025

Enunciado

Na maioria dos casos, a artéria cística origina-se diretamente da artéria:

Alternativas

  1. A) Hepática esquerda.
  2. B) Hepática direita.
  3. C) Hepática comum.
  4. D) Hepática própria.
  5. E) Gastroduodenal.

Pérola Clínica

Artéria cística → ramo da Artéria Hepática Direita (regra geral).

Resumo-Chave

Na anatomia clássica, a artéria cística origina-se da artéria hepática direita dentro do trígono hepatocístico (de Calot), sendo um marco crucial na colecistectomia.

Contexto Educacional

O conhecimento preciso da anatomia vascular do sistema biliar é fundamental para prevenir complicações intraoperatórias. A artéria cística geralmente cruza por trás do ducto hepático comum para alcançar a vesícula. Durante a colecistectomia laparoscópica, a dissecção cuidadosa do trígono de Calot é o passo mais crítico para a identificação segura das estruturas antes da clipagem e secção.

Perguntas Frequentes

Onde se localiza o Trígono de Calot?

O trígono de Calot original é delimitado pelo ducto cístico, ducto hepático comum e a artéria cística. Atualmente, na prática cirúrgica, usa-se mais o trígono hepatocístico, delimitado pela borda inferior do fígado, ducto cístico e ducto hepático comum.

Qual a variação anatômica mais importante da artéria cística?

A artéria hepática direita aberrante ou substituta, que pode passar anteriormente ao ducto cístico ou originar a artéria cística precocemente, aumentando o risco de lesão iatrogênica durante a dissecção.

Por que identificar a artéria cística é vital na colecistectomia?

Para garantir a 'Visão Crítica de Segurança' de Strasberg, evitando a ligadura inadvertida da artéria hepática direita ou lesões de ductos biliares principais, o que previne complicações graves como isquemia hepática ou estenoses biliares.

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