Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2026
Paciente de 64 anos apresenta, há 6 hora, quadro de hemianopsia homônima e hemihipoestesia, ambas contralaterais. Em face do exposto, a imagem tomográfica deve evidenciar acometimento de território da artéria cerebral:
Hemianopsia homônima + Déficit sensitivo contralateral = Território da Artéria Cerebral Posterior.
A oclusão da artéria cerebral posterior (ACP) afeta o lobo occipital (visão) e o tálamo (sensibilidade), resultando em hemianopsia e hemihipoestesia contralaterais.
A artéria cerebral posterior (ACP) irriga o lobo occipital, a face inferior do lobo temporal e o tálamo. A clínica de hemianopsia homônima contralateral ocorre devido ao infarto do córtex calcarino. A hemihipoestesia decorre da isquemia dos núcleos sensoriais talâmicos (VPL e VPM). Diferente da artéria cerebral média, a ACP raramente causa fraqueza motora significativa, a menos que haja envolvimento do pedúnculo cerebral (ramos penetrantes). O reconhecimento desses padrões vasculares é fundamental para a localização anatômica rápida no pronto-socorro e direcionamento da investigação diagnóstica por imagem.
Os achados clássicos incluem hemianopsia homônima contralateral (por lesão do córtex visual primário no lobo occipital) e hemihipoestesia contralateral (por envolvimento do tálamo). Frequentemente, a força muscular está preservada, o que diferencia de outros territórios.
O AVC de artéria cerebral média (ACM) tipicamente apresenta hemiparesia e hemihipoestesia proporcionais, além de afasia ou negligência. O AVC de ACP foca em visão e sensibilidade, poupando a motricidade na maioria dos casos.
É uma complicação de AVCs isquêmicos no território da artéria cerebral posterior que afetam o tálamo, caracterizada por dor crônica intensa, hiperalgesia e alodinia no lado afetado do corpo, surgindo semanas após o evento inicial.
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