Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2024
Considerando as arritmias do pós-operatório de cirurgias cardíacas, assinale a alternativa incorreta.
Pós-op cirurgia cardíaca: Taquicardia ventricular NÃO é a arritmia mais comum; Fibrilação Atrial é.
A taquicardia ventricular (TV) é uma arritmia grave, mas não é a mais comum no pós-operatório imediato de cirurgias cardíacas. A Fibrilação Atrial (FA) é a taquiarritmia mais frequente, especialmente em adultos. A prevenção de arritmias envolve correção de eletrólitos e distúrbios ácido-básicos.
As arritmias cardíacas são complicações frequentes no período pós-operatório de cirurgias cardíacas, podendo impactar significativamente a morbidade e mortalidade. O conhecimento sobre sua etiologia, prevenção e manejo é essencial para residentes em cardiologia e cirurgia. Embora muitas arritmias sejam transitórias e benignas, algumas podem ser clinicamente importantes e exigir intervenção. A Fibrilação Atrial (FA) é a taquiarritmia mais comum em adultos, enquanto a Taquicardia Ectópica Juncional (JET) é mais prevalente em pacientes pediátricos submetidos a cirurgias complexas. Fatores de risco incluem idade avançada, doença cardíaca estrutural pré-existente, distúrbios eletrolíticos (hipocalemia, hipomagnesemia), distúrbios ácido-básicos, inflamação pós-operatória e o uso de técnicas como a parada circulatória hipotérmica profunda. A prevenção é multifacetada e inclui a otimização pré-operatória, reposição agressiva de eletrólitos, controle da dor e da inflamação. O manejo das arritmias varia de acordo com o tipo e a estabilidade hemodinâmica do paciente, podendo envolver antiarrítmicos, cardioversão elétrica ou marcapasso. É crucial diferenciar arritmias benignas de malignas e intervir prontamente nas que comprometem a estabilidade do paciente.
A Fibrilação Atrial (FA) é a taquiarritmia mais comum no pós-operatório de cirurgias cardíacas em adultos, com incidência que pode chegar a 20-40%, especialmente após cirurgia de revascularização miocárdica ou valvular.
Fatores de risco incluem idade avançada, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), disfunção ventricular esquerda, histórico de arritmias, uso de parada circulatória hipotérmica profunda (especialmente em pediatria) e distúrbios eletrolíticos/ácido-básicos.
A manutenção do equilíbrio hidroeletrolítico (especialmente potássio e magnésio) e a correção de distúrbios ácido-básicos são cruciais, pois desequilíbrios podem alterar a excitabilidade miocárdica e o potencial de ação, predispondo ao surgimento de diversas arritmias.
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