IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2023
As arritmias cardíacas são decorrentes, basicamente, de alterações na geração do impulso (automatismo anormal e atividade deflagrada) e/ou na condução do impulso (reentrada). Sobre os principais mecanismos de taquiarritmia mais prevalentes na população pediátrica, sua classificação e tratamento, não podemos afirmar que:
Cicatrizes miocárdicas (fibrose) em cardiopatias estruturais favorecem a reentrada, principal mecanismo de taquiarritmias.
A reentrada é o mecanismo mais comum de taquiarritmias, tanto supraventriculares quanto ventriculares. Cicatrizes miocárdicas, resultantes de cardiopatias estruturais ou lesões, criam substratos heterogêneos que facilitam a formação de circuitos de reentrada, tornando a afirmação D incorreta.
As arritmias cardíacas na população pediátrica representam um desafio diagnóstico e terapêutico, sendo cruciais para a formação do residente. Elas são fundamentalmente causadas por alterações na geração do impulso elétrico (automatismo anormal ou atividade deflagrada) ou por distúrbios na sua condução (reentrada). Compreender esses mecanismos é a base para o manejo adequado. A reentrada é, de longe, o mecanismo mais prevalente e clinicamente relevante para a maioria das taquiarritmias, tanto supraventriculares quanto ventriculares. Ela ocorre quando um impulso elétrico encontra duas vias de condução com diferentes propriedades eletrofisiológicas, permitindo que o impulso circule repetidamente em um circuito fechado, gerando batimentos rápidos e contínuos. A reentrada pode ser anatômica (envolvendo estruturas cardíacas específicas) ou funcional. É um conceito fundamental que cicatrizes (fibroses) miocárdicas, frequentemente secundárias a cardiopatias estruturais congênitas ou adquiridas (como pós-cirurgia cardíaca, miocardites ou cardiomiopatias), criam um substrato ideal para o desenvolvimento de arritmias de reentrada. Essas áreas de tecido fibrótico alteram a condução elétrica normal, criando zonas de bloqueio e condução lenta que facilitam a formação e manutenção de circuitos de reentrada. Portanto, a afirmação de que cicatrizes não favorecem a reentrada é incorreta, sendo um ponto crucial para a compreensão da fisiopatologia das arritmias em pacientes com cardiopatia estrutural.
Os principais mecanismos são alterações na geração do impulso (automatismo anormal e atividade deflagrada) e alterações na condução do impulso (reentrada).
A reentrada ocorre quando um impulso elétrico circula repetidamente em um circuito fechado. É o mecanismo mais frequente e relevante de taquiarritmias, pois pode ser sustentado e causar ritmos rápidos e potencialmente perigosos.
Cardiopatias estruturais e cicatrizes miocárdicas (fibrose) criam áreas de condução elétrica lenta e heterogênea, que são substratos ideais para a formação de circuitos de reentrada, aumentando o risco de taquiarritmias.
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