BI-RADS 3 na Mamografia: Conduta e Acompanhamento

Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2024

Enunciado

Paciente ARF de 58 anos chega a seu consultório muito preocupada para saber o resultado da Mamografia, ao abrir o envelope tem o seguinte laudo: BI-RADS 3. Marque a resposta CORRETA.

Alternativas

  1. A) Deverão ser encaminhadas para a unidade de referência secundária para investigação histopatológica.
  2. B) Rotina de rastreamento conforme a faixa etária, fora de risco.
  3. C) Correlação com outros métodos de imagem, conforme recomendação do médico radiologista, sendo a ultrassonografia de mamas a mais comum.
  4. D) Controle radiológico por três anos, com repetição do exame a cada seis meses no primeiro ano e anual nos dois anos seguintes. A paciente pode ser encaminhada à mastologia para acompanhamento compartilhado.

Pérola Clínica

BI-RADS 3 = achado provavelmente benigno (<2% risco malignidade); controle radiológico 6m, 12m, 24m, 36m.

Resumo-Chave

A categoria BI-RADS 3 indica um achado provavelmente benigno, com uma chance de malignidade inferior a 2%. A conduta recomendada é o controle radiológico em curto prazo para monitorar a estabilidade da lesão, geralmente com mamografias a cada seis meses no primeiro ano e anuais nos dois anos seguintes, totalizando três anos.

Contexto Educacional

O sistema BI-RADS (Breast Imaging Reporting and Data System) é uma ferramenta padronizada para classificar achados em exames de imagem da mama, como mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética. Ele visa uniformizar a comunicação entre radiologistas e clínicos, orientando a conduta subsequente. A categoria BI-RADS 3 é atribuída a achados que são provavelmente benignos, com uma probabilidade de malignidade inferior a 2%. Essa categoria não exige biópsia imediata, mas sim um acompanhamento radiológico em curto prazo para confirmar a estabilidade do achado. A recomendação padrão é realizar mamografias de controle a cada seis meses no primeiro ano e, se o achado permanecer estável, anualmente nos dois anos seguintes, totalizando três anos de acompanhamento. Caso haja qualquer alteração no tamanho, forma ou características do achado durante esse período, a categoria BI-RADS pode ser reavaliada e uma investigação mais aprofundada, como biópsia, pode ser indicada. O objetivo do acompanhamento é evitar biópsias desnecessárias em lesões benignas, ao mesmo tempo em que se garante a detecção precoce de qualquer alteração que possa indicar malignidade. A paciente pode ser encaminhada à mastologia para um acompanhamento compartilhado, especialmente se houver outros fatores de risco ou ansiedade significativa.

Perguntas Frequentes

Qual o risco de malignidade associado a um achado BI-RADS 3?

Um achado classificado como BI-RADS 3 possui uma probabilidade de malignidade muito baixa, geralmente inferior a 2%. Por isso, a conduta inicial é o acompanhamento e não a biópsia imediata.

Por quanto tempo deve ser feito o acompanhamento de uma lesão BI-RADS 3?

O acompanhamento de um achado BI-RADS 3 é recomendado por três anos, com mamografias a cada seis meses no primeiro ano e anuais nos dois anos seguintes, para monitorar a estabilidade da lesão.

Quando um achado BI-RADS 3 pode evoluir para uma categoria de maior risco?

Um achado BI-RADS 3 pode ser reclassificado para uma categoria de maior risco (BI-RADS 4 ou 5) se houver qualquer alteração no tamanho, forma ou características da lesão durante o período de acompanhamento, indicando a necessidade de investigação adicional.

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