USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
Homem, 74 anos, relata que há dois anos vem notando faixa esbranquiçada no olho. Ao exame: presença de arco opaco esbranquiçado na junção esclerocorneal, na periferia da íris bilateral (Figura). Qual a conduta mais adequada em relação à alteração ocular mostrada?
Arco senil em idosos > 60 anos é achado fisiológico, não requer investigação adicional.
O arco senil (arcus senilis) é um achado comum e benigno em indivíduos idosos, caracterizado por um anel opaco esbranquiçado na periferia da córnea, devido a depósitos lipídicos. Em pacientes com mais de 60 anos, é considerado fisiológico e não indica dislipidemia ou doença cardiovascular.
O arcus senilis, também conhecido como arco senil ou gerontoxon, é uma condição oftalmológica comum caracterizada por um anel opaco esbranquiçado ou acinzentado na periferia da córnea, geralmente bilateral. É resultado do depósito de lipídios, como colesterol e triglicerídeos, no estroma corneano. Sua prevalência aumenta com a idade, sendo um achado quase universal em indivíduos acima de 80 anos. A fisiopatologia envolve a deposição de lipoproteínas de baixa densidade (LDL) e outras frações lipídicas na córnea. Em pacientes com mais de 60 anos, é considerado um processo degenerativo fisiológico e não está associado a um risco aumentado de doença cardiovascular ou dislipidemia sistêmica. Portanto, não requer investigação adicional. No entanto, se o arco corneano for observado em indivíduos jovens (geralmente com menos de 40-50 anos), é denominado arcus juvenilis e pode ser um marcador de hipercolesterolemia familiar ou dislipidemia grave, justificando uma investigação metabólica completa. É crucial diferenciar essas duas apresentações para uma conduta adequada.
O arco senil é causado pelo depósito de lipídios (colesterol e triglicerídeos) no estroma corneano periférico, especialmente na membrana de Bowman e na camada de Descemet. É um processo degenerativo relacionado à idade.
Em indivíduos com menos de 40-50 anos, o arco corneano (arcus juvenilis) pode ser um sinal de hipercolesterolemia familiar ou dislipidemia grave, justificando investigação metabólica completa e avaliação do risco cardiovascular.
O arco senil ocorre em idosos (>60 anos) e é fisiológico, sem necessidade de investigação. O arco juvenil ocorre em jovens (<40-50 anos) e sugere dislipidemia subjacente, requerendo investigação metabólica e acompanhamento.
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